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Defesa de Lula vai ao Conselho do MP contra coletiva da Lava Jato

Advogados do ex-presidente afirmam que MPF incorreu em "desvio funcional" ao tratar de do crime de organização criminosa, que é investigado em Brasília.

Por Eduardo Gonçalves Atualizado em 15 set 2016, 18h51 - Publicado em 15 set 2016, 15h57

O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, afirmou nesta quinta-feira que entrou com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra os procuradores da força-tarefa da Lava Jato pela coletiva de imprensa que concederam ontem para apresentar a denúncia contra Lula, sua mulher e mais seis pessoas. Segundo o advogado, ao chamar o ex-presidente de “peça-chave” e “comandante máximo do esquema”, o Ministério Público Federal do Paraná incorreu em “desvio funcional” ao tratar de um assunto que não está na sua jurisdição, uma vez que o crime de organização criminosa é investigado em Brasília.

Em tom duro, Zanin voltou a dizer que a coletiva não passava de um “espetáculo indevido” feito com o “único intuito de enxovalhar o ex-presidente e sua família”.

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O advogado fez o anúncio logo depois do discurso emocionado e político de Lula no Diretório Nacional do PT em um hotel, no centro de São Paulo. Os advogados do ex-presidente, além de Zanin, José Roberto Batochio e Roberto Teixeira, permaneceram a todo tempo do lado esquerdo do ex-presidente, enquanto do lado direito se posicionaram líderes de movimentos sociais, como Vagner Freitas (CUT), Guilherme Boulos (MTST) e Gilmar Mauro (MST).

Num dado momento da fala, Lula chegou a dizer que os seus advogados o haviam orientado a não exagerar na dose ao falar na coletiva de hoje.

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