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Defesa de Lula reage à denúncia: ‘Espetáculo de verborragia’

Advogado do ex-presidente atacou coordenador da força-tarefa da Operação, Deltan Dallagnol, dizendo que sua conduta é "política" e "incompatível" com cargo

Por Eduardo Gonçalves - Atualizado em 14 set 2016, 21h29 - Publicado em 14 set 2016, 18h50

Diante das pesadas denúncias apresentadas nesta quarta-feira pela força-tarefa da Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu atacar os procuradores da operação e rechaçar com veemência as acusações formalizadas hoje, que o colocaram como chefe central do esquema de corrupção na Petrobras. O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, rebateu o teor da denúncia, dizendo que ela tem cunho político e faz parte de um “truque de ilusionismo” e de uma “farsa lulocêntrica” criada para “atacar o Estado democrático de direito e a inteligência dos cidadãos brasileiros”. “A denúncia em si perdeu-se em meio ao deplorável espetáculo de verborragia da manifestação da Lava Jato”, completou.

Durante coletiva para detalhar a denúncia, o coordenador da equipe da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, classificou Lula como o “comandante máximo” do petrolão e que, sem ele, o esquema não seria possível. A reação do petista às declarações da procuradoria veio rápida, antes do término da coletiva convocada pela MPF. 

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Em um ataque direto a Dallagnol, Zanin ironizou a sua fala, taxando-a de”incompatível” com o cargo que ocupa. “Um novo país nasceu hoje sob a batuta de Deltan Dallagnol e, neste país, ser amigo e ter aliados políticos é crime. Sua conduta política é incompatível com o cargo de procurador-geral da República e com a utilização de recursos públicos do Ministério Público Federal para divulgar suas teses”, afirmou o advogado, que errou ao citar o posto de Dallagnol, que é procurador da República do MPF do Paraná. O PGR é Rodrigo Janot.

Pela primeira vez na Lava Jato, Lula foi acusado formalmente pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá. Segundo Dallagnol, ele recebeu propina em forma de benfeitorias no imóvel num valor total de 3,7 milhões de reais. Apesar das evidências colhidas pelos investigadores, Zanin voltou a dizer que o ex-presidente não é proprietário do apartamento que ganhou reformas da empreiteira OAS, enrolada no esquema de corrupção da Petrobras – portanto, “não seria beneficiário de qualquer benesse”, disse o advogado.

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