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Debates eleitorais na TV e Datafolha marcam semana decisiva para campanha

Encontros promovidos por SBT e Record servirão de palanque para tentativas de presidenciáveis de se aproximar dos líderes, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad

Por Da Redação Atualizado em 25 set 2018, 19h46 - Publicado em 25 set 2018, 17h19

Em apenas cinco dias, a campanha presidencial promete nada menos que três grandes momentos na TV aberta, com potencial de provocar impacto para o resultado do pleito do próximo dia 7. São eles os debates promovidos pelas redes SBT e Record TV e a próxima pesquisa eleitoral do instituto Datafolha, com divulgação prevista para sexta-feira 28 durante o Jornal Nacional.

Os encontros ocorrerão com algumas questões em jogo: na liderança, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) devem ser os principais alvos dos adversários, sobretudo aqueles que estão com mais condições de brigar por uma vaga no segundo turno, como Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB).

Por outro lado, Bolsonaro alimenta esperanças de uma vitória em primeiro turno e vai utilizar as redes sociais e apoiadores para tentar demover votos dos postulantes de centro sob o discurso do antipetismo, uma vez que, recuperando-se da facada sofrida no começo do mês em Juiz de Fora (MG), ele já está fora do debate do SBT, nesta quarta-feira, a partir das 18 horas.

Oficialmente, apesar da situação médica, o presidenciável do PSL segue entre os participantes previstos para o encontro da Record TV no domingo, exibido a partir das 22 horas. Ele deve ter alta do Hospital Albert Einstein na sexta-feira, mas, como afirmou em entrevista à rádio Jovem Pan, a expectativa é que não tenha compromissos públicos durante a campanha, por medo de complicações.

Além dele, Alckmin, Ciro e Haddad, Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede) são os candidatos esperados no encontro. Já o Datafolha é também a última esperança para João Amoêdo, do Partido Novo. A TV Globo, que realiza um debate em 4 de outubro, estipulou que, se o presidenciável alcançar 6% nas intenções de voto no levantamento, ele participará. Nas últimas pesquisas, ele oscila entre 1% e 3%.

  • Após os três eventos, a expectativa é que a situação esteja mais delineada para a reta final. Se o Datafolha confirmar que persiste – ou até, que se intensificou – a polarização entre Bolsonaro e Haddad, o “efeito cascata” deve produzir uma antecipação do segundo turno nos estados, com os candidatos a governador, senador e deputados se encaminhando para um ou outro lado por suas próprias eleições, o que seria ainda mais um empecilho para Ciro e Alckmin.

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    No entanto, caso a diferença se reduza, a campanha se intensifica e cresce a possibilidade de a indefinição chegar até os últimos momentos. Ciro deve insistir no discurso de “terceira via”, tentando adotar um discurso mais moderado para se apresentar como alternativa aos “extremos”. Já para Alckmin, resta pregar o “voto útil” antipetista, sob o argumento de que, ao contrário de Bolsonaro, ele vence Fernando Haddad nas simulações de segundo turno.

    Agenda

    Quarta-feira (26/09)

    18h – Debate promovido por SBT, Folha de S.Paulo e UOL

    Sexta-feira (28/09)

    20h55 – Pesquisa Datafolha, divulgada no Jornal Nacional (TV Globo)

    Domingo (30/09)

    22h00 – Debate promovido pela Record TV

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