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De olho no Senado por SP, Simone Tebet rebate Tarcísio e mira eleitor cansado da polarização

Pré-candidata do PSB analisa a economia paulista, defende aliança com Marina Silva e aposta no diálogo para conquistar o maior colégio eleitoral do país

Por João Nogueira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jul 2026, 10h01 | Atualizado em 24 jul 2026, 10h11
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Ela já foi prefeita, deputada estadual e senadora por Mato Grosso do Sul. Com atuação destacada na Casa Revisora do Congresso Nacional, Simone Tebet foi designada em 2022 pelo seu partido à época, o MDB, para a disputa pela Presidência da República, quando alcançou a terceira colocação, somando pouco mais de 4% dos votos válidos.

O apoio à candidatura de Lula no segundo turno foi crucial para a vitória do campo progressista nas urnas. O gesto foi reconhecido pelo líder petista, que a convidou para o comando do Ministério do Planejamento e Orçamento. Tebet permaneceu à frente da pasta até o fim de março deste ano. A saída do governo federal coincidiu com a filiação ao PSB e a mudança de domicílio eleitoral para São Paulo, movimentos que viabilizaram sua pré-candidatura ao Senado no maior colégio eleitoral do país.

Nesta semana, a ex-ministra conversou com o Radar sobre as estratégias para os próximos meses de campanha e analisou a situação econômica paulista, questionando a eficiência da administração do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Agenda regional e fim da polarização dão o tom da pré-campanha

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Apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto, Tebet prega cautela com a dianteira inicial. Ela avalia, contudo, que sua agenda gera identificação tanto na capital e na região metropolitana (com pautas ligadas à mobilidade urbana, segurança pública, habitação e saúde) quanto no interior, por conta de sua origem e conexão com o agronegócio.

Além disso, a pré-candidata pontua que seu perfil mais ao centro a distancia dos extremos ideológicos, enquanto o eleitorado paulista já esboça desgaste com a divisão política nacional. “Percebo um cansaço muito grande, porque o eleitor vê que o tempo está passando, a janela de oportunidade está se fechando e essa polarização não traz resultados concretos”, afirma.

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Para converter a liderança nas pesquisas em uma dobradinha nas urnas, já que planeja ajudar a ex-ministra Marina Silva (Rede) a conquistar a segunda vaga ao Senado, a estratégia da sua equipe deve focar em dois pilares centrais: destacar sua capacidade de construir consensos e demonstrar que sua experiência administrativa prévia é um diferencial frente aos concorrentes à direita André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (NOVO).

Avanço do PIB e dívida estadual: o embate com o governo de SP

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Recentemente, as duas candidatas de Lula ao Senado (Tebet e Marina) foram alvos de Tarcísio de Freitas por não terem iniciado a carreira política no estado. A pessebista encara a declaração como uma “absoluta inabilidade política”, uma vez que o próprio governador é carioca e deu os primeiros passos de sua trajetória na capital federal.

Embora não acredite que o episódio possa interferir no processo eleitoral, ela ressalta que é outro comportamento do governador que a incomoda mais: o fato de ele não reconhecer os esforços federais por São Paulo. “Não vou nem falar do 1 bilhão de reais a mais em caixa que ele tem por mês só por ter negociado a dívida, processo dentro da legalidade, feito pelo Ministério da Fazenda, portanto, pelo Governo Federal do presidente Lula. Sem isso, não sei como estaria a situação fiscal e econômica do Estado de São Paulo”, explica.

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Simone Tebet lembra ainda que, em 2025, enquanto o Brasil cresceu 2,3%, São Paulo, que representa uma fatia importante do PIB, só avançou 0,5%. Para a ex-ministra, esses números colocam em xeque o discurso de gestor pregado por Tarcísio. “O que fez São Paulo cair tanto e puxar o Brasil para baixo? No inverso, se São Paulo tivesse crescido 2,3%, quanto teria sido o crescimento do Brasil?”, questiona.

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