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De olho em 2014, Dilma coloca em prática estilo “popular”

Estratégia de comunicação aconselhada por marqueteiro tenta afastar imagem tecnocrata com entrevistas locais e pacotes de "bondades"

Por Da Redação - 6 mar 2013, 10h14

Com a campanha eleitoral antecipada por seu próprio partido e diante de conflitos na base aliada por causa das aspirações políticas do PSB, a presidente Dilma Rousseff intensificou a estratégia de comunicação das ações do governo e já colocou em prática um novo estilo para se mostrar mais popular e menos “tecnocrata”.

A presidente foi aconselhada a fazer mudanças pelo marqueteiro João Santana, responsável pela campanha de 2010 e que atuará em 2014. Ela segue agora o modelo criado pelo antecessor Luiz Inácio Lula da Silva e inicia uma série de entrevistas a rádios regionais para “vender” as obras de sua administração. Na terça-feira Dilma concedeu entrevista a duas rádios da Paraíba, retransmitida por mais de 30 emissoras locais, um dia após ter visitado o estado. No dia 5 de fevereiro, já havia falado a uma rádio regional do Paraná. A última entrevista de Dilma para rádios – antes dessas duas – havia sido em 16 de fevereiro do ano passado.

Além da estratégia de comunicação, Dilma também se aproxima dos movimentos sociais e aposta em pacotes de bondades para marcar sua gestão e reforçar o slogan “O fim da miséria é só um começo”, criado por João Santana e divulgado na festa de 33 anos do PT, na qual Lula lançou a sucessora à reeleição.

Em cerimônia marcada para esta quarta-feira por exemplo, Dilma vai anunciar pelo menos mais 16 bilhões de reais para o saneamento básico. A solenidade, no Palácio do Planalto, contará com 24 governadores, 18 prefeitos de capitais e 55 prefeitos de cidades com mais de 250.000 habitantes. O governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, provável adversário de Dilma na disputa de 2014, é esperado na cerimônia.

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No Planalto, porém, auxiliares de Dilma afirmam que ela não quer antecipar o fim do mandato e que suas declarações, muitas vezes, são mal interpretadas. Dizem, por exemplo, que ela ficou “muito contrariada” ao ler nos jornais que não havia deixado clara no sábado a intenção de reeditar a dobradinha com o vice Michel Temer, em 2014, ao participar da convenção do PMDB.

(Com Estadão Conteúdo)

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