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De novo, a ameaça do marqueteiro

Por Da Redação 22 fev 2016, 12h14

“Não quero ficar de santinho, nem de hipócrita, nem de cínico. Mas, na verdade, ou a gente recebia assim ou não recebia. Eu tinha coisas a pagar. Eu não tinha mais poder de decisão. O jogo estava na mão deles”, disse em 11 de agosto de 2005 o marqueteiro Duda Mendonça, em depoimento à CPI dos Correiros. Em uma sequência de frases que abalou Brasília, o responsável pela campanha que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República em 2002 admitia ter recebido cerca de 10,5 milhões de reais no exterior como pagamento. O valor foi depositado em uma conta nas Bahamas, por meio do empresário Marcos Valério de Souza, o operador do mensalão. O depoimento de Mendonça foi um dos mais graves momentos da crise política provocada pelo escândalo: deflagrou uma ameaça real de impeachment e levou petistas às lágrimas no plenário da Câmara, numa das imagens que entrou para a história. Assustado, Lula foi à televisão para um pronunciamento em que admitiu os “erros” do partido e do seu governo. Pediu desculpas ao país.

Quase onze anos depois, o Partido dos Trabalhadores tem outro marqueteiro no epicentro de um megaescândalo de corrupção, desta vez o petrolão. Com uma ordem de prisão expedida pela Justiça Federal, João Santana é investigado por lavagem de dinheiro. Conforme revelou VEJA, durante a nona fase da Lava Jato, investigadores detectaram indícios de que subsidiárias da empreiteira Odebrecht repassaram dinheiro a contas no exterior controladas por Santana. A Polícia Federal identificou pelo menos 7 milhões de dólares enviados ao exterior e com relação direta com o marqueteiro. Assim como em 2005, o envolvimento no esquema do homem responsável por eleger Lula e Dilma Rousseff nas últimas três eleições tem potencial para levar a crise política a um patamar inédito: a PF já identificou repasses ao marqueteiro durante o período eleitoral em 2014 – o que dará força ao processo movido contra a presidente no Tribunal Superior Eleitoral, e que pode levá-la à cassação. Segundo a coluna Radar, o TSE deve pedir o compartilhamento das provas tão logo o inquérito tenha o sigilo levantado. (Da redação)

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