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Datafolha: 81% dos brasileiros acreditam que Lava Jato deve continuar

Maioria dos entrevistados da pesquisa considera que a operação ainda não cumpriu seu objetivo

Por Giovanna Romano - 13 dez 2019, 11h04

Após cinco anos de operação, a Lava Jato continua tendo amplo apoio da população brasileira. De acordo com pesquisa Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira, 13, 81% dos entrevistados acreditam que a investigação ainda não cumpriu seu objetivo e deve continuar, ante 15% que consideram que ela deve acabar porque já cumpriu o objetivo proposto.

Os números permaneceram praticamente inalterados em relação a abril de 2018. À época, 85% dos entrevistados afirmaram que a Lava Jato ainda não cumpriu seu objetivo e deveria continuar, contra 12%.

Apesar do apoio, a pesquisa revelou que 47% dos entrevistados consideram que, mesmo com a Lava Jato, a corrupção continuará na mesma proporção de sempre. Os otimistas, que acreditam que os índices de corrupção irão diminuir, correspondem a 41% do total das respostas, contra os pessimistas, que são 10%.

O perfil de quem apoia a Lava Jato é do sexo masculino (85%), de 25 a 34 anos (84%), da região Sul do país (85%), com ensino superior completo (87%) e com renda mensal de dez salários mínimos (89%). O segmento em que o apoio é menor é o oposto. Mulheres (17%), do Nordeste (19%), com ensino fundamental completo (19%), com renda mensal de até dois salários mínimos (20%) e com mais de 60 anos (19%).

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O Datafolha ouviu 2.948 pessoas em 176 municípios de todo o país. As entrevistas foram feitas pessoalmente, em locais de grande circulação. O instituto afirma que o nível de confiança dos resultados é de 95%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

A operação

A primeira fase da Lava Jato foi deflagrada em 17 de março de 2014 e, desde então, já foram cumpridos mais de mil mandados de prisão temporária, prisão preventiva, busca e apreensão e de condução coercitiva. Na última terça-feira, 10, foi deflagrada a 69ª fase para investigar repasses financeiros suspeitos realizados por empresas do grupo Oi/Telemar em favor de empresas do grupo Gamecorp/Gol.

Em 2019, a credibilidade da operação foi abalada após os diálogos vazados entre procuradores da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça. Ainda, a Lava Jato somou outra derrota com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de barrar a prisão de condenados em segunda instância, soltando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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