Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Cunha rebate Dilma: ‘Governo patrocinou o maior escândalo de corrupção do mundo’

Presidente da Câmara voltou a afirmar que não deixará o cargo: 'Só cabe uma maneira de sair, a renúncia, e eu não vou renunciar'

Por Marcela Mattos 19 out 2015, 17h30

Alvo de dois inquéritos na Operação Lava Jato, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rebateu as últimas declarações da presidente Dilma Rousseff sobre as investigações do petrolão e disse lamentar “que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo”.

A fala do peemedebista é uma resposta à entrevista concedida por Dilma neste domingo, quando, indagada sobre a repercussão internacional do escândalo de corrupção envolvendo o presidente da Câmara, repetiu, três vezes, lamentar que o caso “seja com um brasileiro”. Cunha copiou a frase de Dilma, mas jogou no colo do governo o escândalo de desvio de cifras bilionárias.

Na avaliação de parlamentares, a declaração de Dilma pode aumentar o desgaste entre o governo e o Congresso num momento em que se discute o impeachment da petista, muito embora tenha sido estudada a hipótese de um acordão entre Cunha e o Planalto para que ambos se ajudem a salvar os mandatos.

Assim como Dilma ontem, Eduardo Cunha negou nesta segunda a possibilidade de um “acordão”. “Eu não estou trabalhando, nem buscando, nem dependendo de apoio ou manifestação de apoio pela minha situação. Eu fui eleito pela Casa. Aqui só cabe uma maneira de sair, que é renunciar, e eu não vou renunciar. Aqueles que acham isso, não esqueçam, eu não vou renunciar”, avisou o peemedebista. Cunha afirmou ainda não esperar apoio nem do próprio PMDB e disse que não precisa que ninguém o ajude na defesa.

Questionado sobre as cópias de seus documentos e de suas assinaturas em contas abertas no exterior, destinadas, de acordo com as investigações, a receber dinheiro da propina oriunda do desvio de contratos da Petrobras, o peemedebista voltou a se recusar a falar sobre o caso. “Os termos da minha nota estão claros. Fora isso, só meus advogados falam”, afirmou, referindo-se à nota divulgada na última sexta-feira, em que reitera as declarações dadas à CPI da Petrobras em março deste ano. Na ocasião, Cunha negou ter contas no exterior.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês