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Cunha quer instalar catracas no plenário da Câmara

Legislativo ainda não tem estimativa de quanto será gasto para colocação de barreiras nos acessos ao local de votação dos deputados

Por Da Redação 24 abr 2015, 12h46

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu limitar o acesso ao plenário da Casa, frequentado hoje não só por parlamentares, mas também por assessores, jornalistas, lobistas e políticos que apenas visitam o local. A ideia é instalar catracas biométricas na entrada do plenário a partir de agosto, quando a passagem será liberada somente por reconhecimento de impressão digital.

Quando as catracas estiverem em operação, a lista de autorizados a circular no plenário será restringida aos 513 deputados, 81 senadores, de dois a três assessores por partido, jornalistas credenciados e assessores técnicos. Atualmente, o controle de acesso é feito por seguranças que conferem broches na lapela dos parlamentares e credenciais de servidores e repórteres. É comum, no entanto, ver lobistas, profissionais com credenciamento inadequado, além de amigos e familiares de deputados e senadores espremendo-se pelo salão.

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“Isso virou uma bagunça. A gente não consegue mais andar no plenário”, diz o deputado Beto Mansur (PRB-SP), primeiro secretário da Câmara. Ele diz que não ter uma estimativa de quanto será gasto com a inovação, mas quer lançar a licitação das catracas “nos próximos dias”. As barreiras devem ser compostas por duas placas de acrílico que abrirão quando o aparelho identificar a digital cadastrada.

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Estudo técnico encomendado pelo parlamentar contabilizou um fluxo médio de 265 pessoas a cada cinco minutos. No último dia 8, quando o texto-base do projeto de regulamentação da terceirização foi aprovado, essa média subiu para 450 pessoas circulando no mesmo intervalo de tempo. Durante toda a sessão, 7.500 pessoas passaram pelo plenário, de acordo com o estudo.

Segundo Mansur, há casos de servidores que passam seus crachás para outras pessoas e de assessores que levantam as mãos no lugar dos deputados em votações simbólicas. Essa última situação já havia sido observada por Cunha que ameaçou “punição exemplar” para quem votasse como se fosse parlamentar.

Nas últimas votações, seguranças já têm limitado a circulação de jornalistas no plenário. Na noite da última quarta-feira, um assessor de imprensa foi convidado a sair por um segurança. Depois de argumentar que acompanharia uma entrevista com o deputado que assessora, o policial permitiu que ele ficasse.

A Câmara também pretende organizar o acesso de prefeitos e outros políticos que visitam a Casa, bem como o de familiares dos parlamentares. “A gente não consegue nem sentar no restaurante do plenário. Tem deputado que dá carteirada na segurança e faz o cara entrar. Já levei muita gente para dentro do plenário, mas tem que ter regra”, afirma Mansur.

(Com Estadão Conteúdo)

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