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Cunha: ‘Jamais serei vice-presidente da República’

Presidente da Câmara disse que o governo Dilma recorre à Justiça para tentar anular ou postergar a votação o impeachment porque "não tem voto"

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, negou nesta quinta-feira que tenha interesse pessoal no afastamento da petista. Nesta semana, parlamentares da base governista intensificaram o discurso de que o peemedebista trabalha pelo impeachment porque o vice Michel Temer, de quem é aliado, assumiria a Presidência e ele passaria a ser o substituto imediato do presidente. Até a defesa jurídica da presidente diz que Cunha tenta se vingar de Dilma.

O presidente da Câmara disse que a questão é “um debate político fora de oportunidade”. “Eu jamais serei vice-presidente da República. Isso é uma história da carochinha, de quem não conhece e não cumpre a Constituição. O vice-presidente substitui e sucede o presidente. O presidente da Câmara jamais sucede. Presidente da Câmara não é em nenhum momento sucessor do presidente da República. Pode ser em algum momento um substituto eventual. E eu tenho um tempo de mandato e será outro presidente da Câmara daqui a nove meses”, disse Cunha.

STF – Cunha disse que o governo Dilma recorre à Justiça para tentar anular ou postergar a votação o impeachment porque “não tem voto”. O presidente da Câmara comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal, que negou nesta noite uma liminar e manteve a ordem de votação com o revezamento dos parlamentares, a cada par de Estados, por região: primeiro da Norte para a Sul e depois da Sul para Norte, estabelecida pouco antes por Cunha.

Cunha explicou que, na sequência que ele havia divulgado na véspera, usou precedentes que não cabiam mais no caso. Ele decidira chamar todos os parlamentares da região Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte – o que foi contestado por governistas.

O peemedebista disse que o debate sobre a ordem geográfica dos Estados é uma questão “menor” e que seguiu a ordem usada na Câmara para a posse dos parlamentares.

Ordem de votação mantida pelo STF:

Roraima

Rio Grande do Sul

Santa Catarina

Amapá

Pará

Paraná

Mato Grosso do Sul

Amazonas

Rondônia

Goiás

Distrito Federal

Acre

Tocantins

Mato Grosso

São Paulo

Maranhão

Ceará

Rio de Janeiro

Espírito Santo

Piauí

Rio Grande do Norte

Minas Gerais

Paraíba

Pernambuco

Bahia

Sergipe

Alagoas