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“Cumpram o que prometeram”, pede jovem de 17 anos à plenária da Rio +20

A neozelandesa Brittany Trilford repete o chamado feito por Severn Suzuki em 1992 e desafia os chefes de estado: "Estão aqui para fazer bonito ou para nos salvar?"

Por Marco Túlio Pires, do Rio de Janeiro - 20 jun 2012, 11h25

Numa espécie de reedição de 1992, Brittany Trilford, uma jovem neozelandesa de 17 anos, pediu aos 130 chefes de estado reunidos na Rio+20 que cumpram rapidamente as promessas feitas na Rio-92. A estudante ganhou a oportunidade de inaugurar a tribuna da conferência após vencer um concurso organizado pela Campanha Global por Ações Climáticas, que reúne 350 ONGs. Preencheu a vaga de “substituta de Severn Suzuki”, a menina de 12 anos que calou o mundo com uma fala improvisada na conferência de 20 anos atrás.

“Meu nome é Brittany, tenho 17 anos e sou uma criança. Hoje, nesse momento, sou todas as crianças, suas três bilhões de crianças. Pensem em mim como metade do mundo”, disse a jovem para os chefes de estado.

“Vocês prometeram combater as mudanças climáticas, garantir o acesso universal à água potável e alimento, respeitar o ambiente. Essas promessas não foram descumpridas, mas foram vazias”, protestou Brittany.

A estudante alertou os chefes de estado que eles têm 72 horas para decidir o futuro da humanidade. “Acertei o meu relógio e o tempo está passando: tic, tac, tic, tac”, disse Brittany. “Nós, da próxima geração, exigimos mudança e ação para que tenhamos um futuro”.

A jovem pediu que os chefes de estado colocassem os interesses de todos acima de qualquer outro. “De forma corajosa e ousada, façam o que é certo. Estou aqui hoje para lutar pelo meu futuro. Quero pedir que considerassem por que estão aqui”, disse. E fez uma provocação: “Estão aqui para fazer bonito ou para nos salvar?”

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