Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Crivella e Freixo disputarão segundo turno no Rio de Janeiro

O PMDB do prefeito Eduardo Paes não conseguiu levar Pedro Paulo adiante na eleição carioca

Por Cecília Ritto, Thiago Prado Atualizado em 2 out 2016, 19h59 - Publicado em 2 out 2016, 19h42

As pesquisas eleitorais deixaram em aberto o segundo lugar na disputa à prefeitura do Rio de Janeiro até a véspera da eleição. No início da noite deste domingo, com a apuração das urnas, ficou definido que a corrida eleitoral continuará entre Marcelo Crivella, do PRB, que teve 27,78% dos votos, e Marcelo Freixo, do PSOL, com 18,26%. O socialista nunca havia conseguido ir tão longe em uma disputa majoritária. Em terceiro lugar, ficou Pedro Paulo (PMDB), com 16,12% ; seguido por Flávio Bolsonaro (PSC), com 14%; Indio da Costa (PSD), com 8,99%; Carlos Roberto Osório (PSDB), com 8,62%; Jandira Feghali (PC do B), com 3,34%; Alessandro Molon (Rede), com 1,43%; e Carmem Migueles (Novo), com 1,27%. A quantidade de brancos, nulos e abstenções chamou a atenção: 5,50%, 12,76% e  24,28% — um crescimento considerável em relação à eleição de 2012, quando houve, respectivamente, 5,03%, 8,48% e 20,45%.

O grande derrotado da eleição foi Pedro Paulo, que não conseguiu chegar ao segundo turno mesmo com o apoio da máquina peemedebista. Ele foi escolhido pelo prefeito Eduardo Paes para sucedê-lo no posto, mas não conseguiu reverter o alto índice de rejeição. Pedro Paulo ficou marcado pela acusação de agredir a sua ex-mulher, Alexandra Marcondes. Ela, a babá, que era testemunha, e o perito voltaram atrás em suas versões e o caso acabou arquivado. Mas foi o suficiente para provocar um enorme estrago para a candidatura.

A surpresa desta eleição ficou por conta de Flávio Bolsonaro, o quarto colocado. Muitos acreditaram que a candidatura do filho do deputado federal Jair perderia fôlego no meio da campanha, mas o que houve foi exatamente o contrário. Flávio saiu com o resultado maior do que as pesquisas Ibope e Datafolha indicaram. O nome da polêmica família na disputa carioca foi um grande teste para a candidatura de Jair Bolsonaro à presidência da república em 2018.

A tendência é que, no segundo turno do Rio, os dois Marcelos deixem mais claras as suas propostas. Até agora, os debates entre os candidatos foram marcados por um nível baixo de diálogo, com xingamentos, baixarias e poucas ideias concretas para melhorar a saúde e a educação.

Continua após a publicidade
Publicidade