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Crivella diz que temporal no Rio é resultado do aquecimento global

O prefeito da cidade atingida pelas fortes chuvas também afirmou que falta dinheiro para fazer obras de prevenção aos efeitos

Por Da Redação - Atualizado em 10 abr 2019, 18h10 - Publicado em 10 abr 2019, 13h42

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), afirmou nesta quarta-feira, 10, que o temporal que atingiu a cidade é resultado do aquecimento global. “Estamos enfrentando problemas seríssimos de aquecimento global. Nunca se choveu tanto em tão pouco tempo”, disse.

Crivella visitou a comunidade de Jardim Maravilha, em Guaratiba, Zona Oeste, que sofreu com um grande alagamento. Ele voltou a dizer que falta dinheiro para fazer obras de prevenção aos efeitos das chuvas. “É importantíssimo que a gente tenha parceria com o governo federal. Herdamos uma dívida bilionária. Nesses quatro anos de governo, tenho que pagar R$ 6 bilhões [ao governo federal]”.

O número de mortos por causa da forte chuva que atinge a cidade desde a noite de segunda-feira, 8, subiu para dez. Segundo o prefeito, apesar do município ainda estar no estágio de crise, a situação da emergência está passando. “Agora o sol está brilhando. Enfrentamos todas as dificuldades. Entramos num estágio de crise e vamos sair da crise”.

Crivella prometeu iniciar obras de dragagem no Rio Cabuçu-Piraquê, que corta a região. A prefeitura informou que cem famílias da comunidade foram atingidas pela chuva. Duzentas e quarenta cestas básicas serão distribuídas.

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Entre as vítimas do temporal, estão Lúcia Xavier Sarmento Leite, sua neta Julia Neves Aché e o motorista do táxi, Marcelo Tavares Marcelino. Eles foram encontrados em um carro soterrado na Avenida Carlos Peixoto, uma ladeira que passa atrás do Shopping Rio Sul, na Zona Oeste da cidade. A avó e a neta estavam desaparecidas desde a noite de segunda-feira. Elas pegaram um táxi por volta das 21h30, na saída do shopping.

(Com Agência Brasil)

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