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CPMI do INSS rejeita relatório que pedia indiciamento de Lulinha

Por 19 votos contrários e 12 a favor, o colegiado rejeitou o texto final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL)

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 mar 2026, 07h59
CPMI do INSS rejeita relatório que pedia indiciamento de Lulinha Priorize VEJA no Google

Na madrugada deste sábado, 28, a base aliada ao governo impôs uma derrota à oposição na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Por 19 votos contrários e 12 a favor, o colegiado rejeitou o relatório final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL). O texto elaborado pelo parlamentar previa o indiciamento de 216 pessoas e pedia, entre outras medidas, a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Após intensa articulação política nos últimos dias para garantir a maioria governista entre os titulares da comissão, a CPMI encerrou as suas atividades deliberativas sem a aprovação do relatório do deputado Alfredo Gaspar e sem a adoção de nenhum texto final.

Também é Importante destacar que a contraproposta articulada pelo PT e demais parlamentares da base governista sequer chegou a ser pautada para debate e votação. Esse relatório alternativo pedia o indiciamento de cerca de 130 pessoas, tendo como principal alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem o texto responsabilizava pela desestruturação dos mecanismos de controle que permitiu as fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas.

Logo após a derrubada do parecer da relatoria, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu dar a sessão por encerrada. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) ainda tentou emplacar uma questão de ordem para forçar a apreciação do texto governista, mas o pedido não foi acatado pela presidência, que não indicou ninguém para ler a versão alternativa.

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Pressionada pelo prazo final estipulado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que barrou a prorrogação dos trabalhos, a comissão agora encaminhará as cópias do relatório rejeitado e dos documentos colhidos diretamente para instituições competentes, como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, a fim de que os órgãos deem seguimento às investigações criminais.

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