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CPI ouve sócio de empresa que ofereceu vacina chinesa ao governo

Emanuel Catori, da farmacêutica Belcher, fala sobre a negociação do laboratório CanSino com o Ministério da Saúde por 60 milhões de doses da Convidencia

Por Da Redação 24 ago 2021, 10h07

A CPI da Pandemia ouve nesta terça-feira, 24, Emanuel Catori, sócio da farmacêutica Belcher. A empresa atuou como intermediária do laboratório chinês CanSino na negociação com o Ministério da Saúde pelo fornecimento de 60 milhões de doses da vacina Convidencia ao custo de 5 bilhões de reais.

Assim como aconteceu com outros depoentes, o empresário conseguiu um habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para só responder perguntas que não o incriminem, ou seja, ele pode ficar em silêncio diante de determinadas questões levantadas pelos senadores.

A Belcher tem sede em Maringá (PR), reduto eleitoral do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), de onde ele já foi prefeito. Outro sócio da Belcher é Daniel Moleirinho Feio Ribeiro, que é filho de Francisco Feio Ribeiro Filho, ex-diretor da Urbamar (Urbanização de Maringá) durante a gestão de Barros. Daniel Moleirinho também atuou na Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) durante o governo de Cida Borghetti (PP), casada com Barros.

A Belcher também investigada pela polícia civil do Distrito Federal na Operação Falso Negativo por suspeitas de superfaturamento na compra de testes rápidos para a Covid-19.

A convocação de Catori foi requerida pelo vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Para o senador, o depoente terá que esclarecer “os detalhes das negociações para a venda da vacina chinesa Convidecia”. De acordo com Randolfe, Catori “fez transmissões online com os empresários Luciano Hang e Carlos Wizard para tratar da venda da vacina para o Brasil”.

(com Agência Senado)

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