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CPI marca acareação entre Costa e Cerveró para o dia 2 de dezembro

O juiz Sérgio Moro aceitou pedido para novo comparecimento de Paulo Roberto Costa à CPI da Petrobras

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras vai fazer no dia 2 de dezembro a acareação entre os ex-diretores da Petrobras Nestor Cerveró, da Área Internacional, e Paulo Roberto Costa, de Abastecimento. O comparecimento de Costa na comissão foi determinado pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Operação Lava Jato na primeira instância. Costa cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro. A determinação judicial prevê que a Polícia Federal tome as providências para a escolta de Costa até Brasília.

A solicitação para a presença de Costa foi do deputado Enio Bacci (PDT-RS) e aprovada na reunião da CPMI realizada na terça-feira. O senador José Pimentel (PT-CE), líder do PT no Congresso, votou contra a acareação.

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Em depoimento à Justiça Federal no Paraná, Costa afirmou que os diretores da Petrobras recebiam 3% do valor dos contratos com grandes empreiteiras de propina para beneficiar principalmente três partidos – PP, PMDB e PT. Ele já foi à CPMI no dia 17 de setembro e não respondeu a nenhuma pergunta. Repetiu várias vezes que não tinha “nada a declarar”. A estratégia de manter-se calado estava associada ao acordo de delação premiada que o ex-diretor firmou com a Justiça. Pouco antes do depoimento de Costa, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, avisou que “a lei que disciplina a questão da delação premiada impõe sigilo a todos os envolvidos”, o que impediria que Costa falasse aos deputados.

Cerveró já negou, em um depoimento anterior à CPMI, ter conhecimento de qualquer esquema de desvio de recursos. O ex-diretor foi um dos principais responsáveis pela aquisição da refinaria de Pasadena, nos EUA, cuja compra causou prejuízo de centenas de milhões de dólares à Petrobras.