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CPI deve seguir trabalhos durante recesso

Presidente da comissão, que defende sessões durante parada do Congresso em julho, vai submeter o tema aos colegas na semana que vem

Por Gabriel Castro 7 jun 2012, 07h59

Se depender do seu presidente, a CPI do Cachoeira não vai parar durante o recesso parlamentar, que tem início na segunda metade de julho e dura duas semanas. Para o senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), a Comissão Parlamentar de Inquérito deve manter os trabalhos durante o período para ganhar tempo e evitar a paralisia na época das eleições municipais.

Na semana que vem, o assunto deve ser tema de votação na CPI. Vital defende a continuidade das sessões e lembra que as eleições municipais devem esvaziar o Congresso a partir de setembro, o que prejudica os trabalhos da comissão. “Todos nós temos uma agenda nos municípios e vamos cumprir a partir de setembro. Se a gente não para agora, vamos ter chance de avançar mais rápido e ganhar tempo”, justifica o parlamentar. “Mas minha decisão não é monocrática. Eu vou consultar as lideranças para tomar uma decisão colegiada na sessão administrativa da quinta-feira, depois da oitiva dos governadores”, completa.

A decisão deve receber o apoio da maior parte dos integrantes da CPI. Líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias concorda com a posição de Vital: “Acho que deve prosseguir. São duas semanas mas, de qualquer maneira, acho oportuno que a CPI não pare. Durante o recesso a CPI pode até funcionar melhor”, diz.

Apesar das promessas, o histórico de comparecimento em meio ao recesso não é dos melhores no Congresso. Resta esperar que os parlamentares cumpram a palavra e marquem presença em julho, em meio a um Parlamento quase vazio. A CPI do Cachoeira começou a funcionar no fim de abril e tem prazo de 180 dias para encerrar seu trabalho. Há possibilidade de renovação desse limite. Mas, por ora, o presidente da comissão não fala em prorrogação do prazo.

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