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Corte Europeia nega recurso e mantém extradição de Pizzolato

Ex-diretor de marketing do Banco do Brasil deve ser extraditado ao Brasil nesta quarta-feira. Ele parte de Milão escoltado em voo comercial

A Corte Europeia de Direitos Humanos, na França, negou o recurso apresentado pela defesa do mensaleiro Henrique Pizzolato para que a extradição do condenado no processo do mensalão fosse suspensa. Este era o último recurso disponível a Pizzolato para tentar evitar seu retorno ao Brasil.

A informação foi dada por seu advogado, Alessandro Sivelli. O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil deve ser extraditado ao Brasil nesta quarta-feira. Ele parte de Milão, em voo comercial da TAM.

Três agentes da Polícia Federal, acompanhados de uma enfermeira, chegaram em Milão na segunda-feira para organizar toda a parte burocrática da entrega. Ele deve ser levado para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde outros condenados no mensalão iniciaram a cumprir a pena.

Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva no julgamento do mensalão, em 2012. Ele fugiu para Itália em 2013 usando passaporte falso em nome do irmão Celso, morto havia mais de 30 anos, e foi preso em fevereiro do ano passado, na casa de um sobrinho, em Maranello.

A defesa de Pizzolato criticou o ministro da Justiça italiano, Andrea Orlando, que concedeu a ordem de extradição. “Apesar de ser consciente sobre as condições das prisões brasileiras, ele concedeu a extradição, desse modo também impedindo que Henrique Pizzolato tivesse direito a defesa no processo penal na Itália, cuja audiência estava marcada para o dia 14 de dezembro”, escreveu em carta o advogado. Ele cita também que o Ministério da Justiça italiano em 2001 negou o pedido de extradição ao Brasil de um cidadão que havia cometido os mesmos crimes pelos quais foi condenado Pizzolato por falta reciprocidade.

(Com Estadão Conteúdo)