Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Corregedoria prende tenente suspeito de ajudar PCC

Primeiro-tenente da PM Guilherme da Silva é suspeito de associação ao PCC, segundo investigações do Ministério Público Estadual

Por Da Redação - 15 out 2013, 14h20

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo prendeu administrativamente, nesta terça-feira, o primeiro-tenente Guilherme William Pacheco da Silva, de 36 anos, sob suspeita de associação ao crime organizado, após a divulgação de escutas telefônicas feitas para investigar o Primeiro Comando da Capital (PCC). O Ministério Público Estadual mapeou as atividades da facção dentro dos presídios paulistas do estado.

Silva está lotado no 16° Batalhão da PM, na Zona Oeste da capital paulista. De acordo com a PM, ele está recolhido na corregedoria. Em nota divulgada na manhã desta terça, a PM afirmou que “a instituição, alinhada com seus objetivos estratégicos de valorizar os bons policiais militares e de adotar instrumentos eficazes de depuração interna, está com a atenção redobrada quanto à proteção de seus policiais, bem como atenta, rigorosa e implacável contra eventuais desvios de conduta de seus integrantes”.

Leia também:

PCC ameaça com ‘Copa do Mundo do terror’; PM está em alerta

Publicidade

Investigação do MP revela que PCC tentou se infiltrar no STF

PCC planejou matar Alckmin, diz Ministério Público

Depois de três anos e meio de investigação, o MP denunciou 175 acusados e pediu à Justiça a internação de 32 presos no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) – entre eles, toda a cúpula da facção, hoje detida em Presidente Venceslau (SP). Em relação às denúncias de que policiais estariam envolvidos com criminosos e com corrupção, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que já foi designada uma equipe especial da corregedoria para acompanhar e investigar esses casos. “Se for comprovada a participação de qualquer servidor público [em esquemas de corrupção], ele será severamente punido.”

De acordo com as últimas interceptações telefônicas, o PCC prepara novos ataques caso a cúpula seja transferida para a Penitenciária de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo, considerado de segurança máxima. Diante das novas ameaças do bando, o comandante-geral da PM, coronel Benedito Roberto Meira, colocou a corporação em estado de alerta. As ameaças da facção se estendem a 2014, quando os bandidos prometem uma “Copa do Mundo do terror” e ataques nas eleições.

Publicidade

(Com Estadão Conteúdo)

Publicidade