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Conselho do MP abre processo contra promotora que apura telefonema de Dirceu

Márcia Milhomens Corrêa é alvo do Conselho Nacional do Ministério Público por reclamação da AGU

Por Da Redação - 17 abr 2014, 23h17

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) abriu processo para investigar a promotora de Justiça do Distrito Federal Márcia Milhomens Corrêa. Ela é responsável pelos pedidos de quebra de sigilo telefônico para apurar a suspeita de que o ex-ministro José Dirceu teria usado um telefone celular dentro do presídio da Papuda, em Brasília. Dirceu foi condenado a sete anos e onze meses de cadeia por corrupção ativa no julgamento do mensalão.

A abertura do processo contra Márcia atende pedido de investigação protocolado pela Advocacia Geral da União (AGU). O solicitação judicial de quebra de sigilo telefônico, de autoria da promotora, abrange a área do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Ligação – A administração do presídio da Papuda concluiu, após investigação administrativa, que a suspeita do uso de celular por Dirceu era infundada. Mesmo assim, outra investigação foi aberta pelo Ministério Público, em âmbito judicial. Enquanto não for concluída essa apuração, Dirceu não deve receber autorização para trabalhar fora do presídio.

(Com Estadão Conteúdo)

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