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Conselho de Ética da Câmara do Rio envia a cassação de Jairinho a plenário

Por unanimidade, vereadores da comissão acataram afastamento do parlamentar; parecer do relator Luiz Ramos Filho vai a votação na quarta

Por Marina Lang Atualizado em 28 jun 2021, 13h16 - Publicado em 28 jun 2021, 12h40

O parecer do relator do processo de cassação do vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido) foi aceito, por 7 votos a zero, pelos membros do Conselho de Ética da Câmara do Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira, 28. Agora, o texto vai ser encaminhado a plenário já na quarta, 30. 

Para ser afastado definitivamente, o relatório de Luiz Ramos Filho (PMN) precisa de dois terços dos votos dos parlamentares, ou seja, ao menos 34 votos. Caso seja aceito pela maioria, Jairinho será o primeiro vereador a perder as funções legislativas na Casa. O político é réu por homicídio triplamente qualificado e tortura do enteado Henry Borel, de 4 anos, ocorrido na madrugada de 8 de março no apartamento em que eles e a mãe do menino, Monique Medeiros, moravam, na Barra da Tijuca (Zona Oeste do Rio). Ela também está presa sob acusação da morte e da tortura do menino. 

Henry Borel, de 4 anos, junto com a mãe, Monique Medeiros: menino foi morto na madrugada de 8 de março
Henry Borel, de 4 anos, junto com a mãe, Monique Medeiros: menino foi morto na madrugada de 8 de março Instagram/Reprodução

O documento teve como base o inquérito policial que investigou o assassinato da criança. Filho considerou que houve quebra de decoro parlamentar por parte de Jairinho por meio das tentativas de tráfico de influência quando ele tentou ligar para o governador Cláudio Castro (PL) e para um executivo do hospital Barra D´Or, no qual a criança já chegou morta para ser atendida. Segundo as investigações, esses contatos foram feitos na tentativa de impedir a exumação do corpo e, também, interferir na averiguação policial. A defesa do parlamentar, que entregou seus argumentos na noite da última sexta, disse que houve cerceamento ao seu trabalho no curso do processo na Câmara dos Vereadores, o que foi negado pelos membros do Conselho de Ética.

Nos bastidores da Casa, vereadores apostam que o relatório deve ser aprovado por unanimidade no plenário na próxima quarta. Na sessão, a defesa do político terá direito a duas horas de manifestação antes do início da votação. Vereadores também poderão se manifestar na tribuna. Jairinho teve seu salário suspenso assim que foi preso um mês após o crime, em 8 de abril. Seu gabinete foi desfeito no mês seguinte. Ele está em sua 5ª legislatura consecutiva. 

Comissão de Ética da Câmara do Rio decidiu pela cassação de Jairinho
Comissão de Ética da Câmara do Rio decidiu pela cassação de Jairinho Câmara dos Vereadores/Divulgação
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