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Condução coercitiva é ‘invasiva e arbitrária’, diz advogado de Lula

Segundo Cristiano Zanin Martins, a medida é injustificável pelo fato de o ex-presidente nunca ter se recusado a prestar esclarecimentos às autoridades

Por Vivian Carrer Elias - 4 mar 2016, 17h07

O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, disse que a ação da Polícia Federal desta sexta-feira será contestada, uma vez que o mandado de condução coercitiva expedido contra o petista é “invasivo e arbitrário”. A defesa também classificou a operação da Polícia Federal como uma “afronta à Constituição pública”.

Lula foi conduzido à força para prestar esclarecimentos na delegacia da Polícia Federal do Aeroporto de Congonhas nesta sexta-feira no âmbito da 24ª fase da Operação Lava Jato. A operação batizada de Aletheia investiga se o ex-presidente recebeu vantagens indevidas durante o mandato presidencial e depois que deixou o Palácio do Planalto de empresas envolvidas no escândalo de corrupção da Petrobras.

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Segundo Martins, não havia justificativa para a condução coercitiva, já que seu cliente não se negou a prestar esclarecimentos às autoridades. O advogado do ex-presidente também comentou que todas as perguntas feitas a Lula durante as quase quatro horas de depoimento aos agentes da PF já tinham sido feitas em outros momentos – e foram respondidas.

Por isso, ele disse que pretende definir, num primeiro momento, se o que ocorreu cabe à competência estadual ou nacional. De acordo com Martins, não há interesse da União em manter as investigações na esfera federal.

Delcídio – A respeito da delação do senador Delcídio do Amaral, que veio à tona nesta quinta-feira, Cristiano Martins justificou as revelações feitas pelo ex-líder do governo às autoridades dizendo que “não se sabe sequer se ela existe” e que “se ela existir”, foi cometido um crime ao divulgá-la.

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