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Condenação histórica de Marco Buzzi abre nova fase e pode incentivar mais denúncias

A perda do cargo representa um marco para a magistratura, mas etapa mais delicada do caso ainda será o julgamento criminal

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 ago 2026, 21h19 | Atualizado em 6 ago 2026, 21h23
Condenação histórica de Marco Buzzi abre nova fase e pode incentivar mais denúncias Priorizar nos meus resultados Google

Em participação no VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o colunista do Radar, Robson Bonin, classificou como histórica a decisão do Superior Tribunal de Justiça de afastar definitivamente do cargo o ministro Marco Buzzi por acusações de assédio e importunação sexual. Segundo ele, o julgamento representa uma mudança inédita na forma como o Judiciário responde a acusações dessa natureza e rompe com uma tradição de punições mais brandas para integrantes da carreira. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Bonin destacou que o voto conduzido pelo ministro Luís Felipe Salomão reuniu um amplo conjunto de provas e depoimentos considerados consistentes pelos integrantes da Corte, o que levou à condenação administrativa.

“Os ministros entenderam que o caso merecia uma pena que, de certa forma, histórica, porque é a primeira vez no país que um magistrado é punido com a demissão do cargo”, afirmou.

O que muda com o fim da fase administrativa?

Para Bonin, embora a perda do cargo encerre a trajetória do magistrado no STJ, o processo entra agora em sua fase mais sensível. O colunista afirmou que toda a documentação produzida durante a investigação será utilizada no procedimento criminal em curso no Supremo Tribunal Federal.

“Aí a coisa é muito mais complicada”, afirmou Bonin, ao explicar que, na esfera criminal, o ex-ministro poderá responder diretamente pelos crimes investigados.

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O que pesou na avaliação dos ministros?

Na análise do colunista, um dos fatores decisivos foi a consistência dos relatos apresentados pelas duas denunciantes. Bonin ressaltou que, em casos de assédio sexual, a produção de provas materiais costuma ser difícil e que, por isso, os depoimentos das vítimas ganharam relevância durante a apuração.

Ele afirmou que as gravações mostravam mulheres emocionadas, interrompendo os relatos para chorar ou recuperar o fôlego, circunstâncias que, segundo relatou, também foram consideradas durante o julgamento.

Qual foi a estratégia da defesa?

Segundo o jornalista, a defesa tentou enfraquecer as acusações apontando divergências pontuais entre diferentes depoimentos das vítimas. Bonin afirmou, porém, que essa estratégia não convenceu os ministros, que entenderam que pequenas diferenças de narrativa não comprometiam o conjunto probatório.

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Na avaliação do colunista, a tentativa de desqualificar as denunciantes acabou provocando ainda mais indignação entre os integrantes do tribunal.

Novas denúncias podem surgir?

Um dos pontos enfatizados por Bonin foi a possibilidade de novas vítimas procurarem as autoridades após a condenação administrativa. Segundo ele, pelo menos duas mulheres poderiam decidir relatar episódios semelhantes agora que o magistrado deixou o cargo.

Na avaliação do jornalista, muitas pessoas deixaram de denunciar anteriormente por receio de enfrentar uma autoridade que permanecia em posição de poder. “Vítimas não se sentiam confortáveis para denunciar o ministro até aqui porque acreditavam que ele poderia não ser punido”, afirmou.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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