Como o caso Moraes mudou o 7 de Setembro planejado para impulsionar Flávio
Ato da direita em São Paulo incorporou o “Fora Lula, Fora Moraes” ao mote eleitoral
O 7 de Setembro organizado pela direita em São Paulo mudou de eixo depois das revelações envolvendo Alexandre de Moraes. Planejado inicialmente para impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, com o mote “É Agora ou Nunca”, o ato passou a incorporar o “Fora Lula, Fora Moraes”. No Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, o pastor Silas Malafaia confirmou que pretende levar a nova crise envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal ao centro de seu discurso na manifestação (este texto é um resumo do vídeo acima).
A repercussão das revelações sobre Moraes e da crise entre ele e o também ministro do STF André Mendonça alterou a mobilização. Pedidos de impeachment de Moraes passaram a dividir espaço nas redes monitoradas com as convocações para o ato.
Como Moraes mudou o mote da manifestação?
O movimento representa uma mudança em relação ao desenho original do 7 de Setembro. O mote que anteriormente estava concentrado na eleição de Flávio passou a conviver com o “Fora Lula, Fora Moraes”. A apresentadora lembrou que manifestações anteriores já haviam colocado o impeachment do ministro no centro das reivindicações.
Malafaia respondeu que a orientação para evitar determinadas faixas contra integrantes do Supremo ocorreu apenas em uma manifestação realizada em fevereiro de 2024, a pedido de Jair Bolsonaro. Segundo ele, depois daquele episódio não houve nova determinação semelhante.
Por que Malafaia promete endurecer o discurso?
O pastor atribuiu a mudança de tom diretamente aos novos acontecimentos mencionados no programa. “A política é dinâmica”, afirmou. Para Malafaia, o surgimento de um “fato novo” de grande relevância torna impossível manter o assunto fora da manifestação.
“Nós não podemos nos calar. Nós não temos como nos omitir”, disse. Malafaia afirmou ainda que já vinha fazendo críticas e acusações contra Moraes em manifestações anteriores e indicou que pretende aumentar o tom desta vez.
“Vai ser o meu mais duro discurso até hoje em tudo que é manifestação. Isso eu garanto”, afirmou.
O ato deixa de ser uma manifestação eleitoral por Flávio?
A candidatura de Flávio continua a integrar o ato. Malafaia também afirmou que não existe um discurso previamente combinado entre os participantes. “Cada um fala o que quer. Sempre foi assim”, disse. Segundo ele, mesmo quando Bolsonaro era o principal responsável pelas manifestações coordenadas pelo pastor, não havia determinação sobre o conteúdo das falas.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.





