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Como Flávio, Eduardo e mais aliados de Bolsonaro associaram a derrota da seleção brasileira a Lula

Publicações nas redes provocam debate sobre a crescente politização do futebol e da identidade nacional

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jul 2026, 13h11
Como Flávio, Eduardo e mais aliados de Bolsonaro associaram a derrota da seleção brasileira a Lula Priorizar nos meus resultados Google

A eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo rapidamente ultrapassou o campo esportivo e ganhou contornos políticos. Integrantes do PL, entre eles o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, recorreram às redes sociais para associar o resultado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), numa estratégia que, segundo analistas, reforça a tentativa de transformar acontecimentos de grande repercussão em instrumentos da disputa eleitoral. O tema foi debatido no programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, com participação da repórter Isabella Alonso Panho e do cientista político Marco Teixeira (este texto é um resumo do vídeo acima).

Como aliados de Bolsonaro reagiram à derrota da seleção?

Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro publicaram mensagens nas redes sociais relacionando o jejum de títulos da seleção brasileira aos governos do PT. Antes da partida, os dois também realizaram uma transmissão ao vivo. Após a eliminação, Eduardo compartilhou uma montagem em que o ex-presidente Jair Bolsonaro aparece segurando a taça da Copa do Mundo ao lado de jogadores da seleção.

Para Isabella, a estratégia buscou aproveitar a frustração provocada pela derrota para produzir dividendos políticos. “É uma tentativa de faturar politicamente a partir desse episódio, a partir desse clima de ressaca horrível que a maioria dos brasileiros está sentindo hoje”, afirmou.

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Outros integrantes do PL seguiram a mesma linha?

Segundo Isabella, a iniciativa não ficou restrita aos filhos do ex-presidente. O deputado Sóstenes Cavalcante publicou uma mensagem destacando que o pênalti decisivo ocorreu aos 13 minutos da partida, numa referência ao número eleitoral do PT.

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Já o senador Carlos Portinho atribuiu o resultado ao que chamou de “time do Gilmar Mendes”, fazendo alusão a decisões judiciais relacionadas ao comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Na avaliação da jornalista, todas essas manifestações seguem uma lógica semelhante: utilizar um tema de forte repercussão popular para ampliar a presença do campo político nas redes sociais.

Por que o futebol voltou a entrar na disputa política?

Para Marco Teixeira, a reação evidencia o grau de polarização do debate público. “A polarização está tão rasa, mas tão rasa, e provocando um debate de tão baixo nível, que até a Copa não escapa.”

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O cientista político observou que tentativas de relacionar o desempenho da seleção a governos específicos ignoram o fato de que derrotas em Copas também ocorreram durante administrações de diferentes espectros políticos.

Ele lembrou que Jair Bolsonaro também ocupava a Presidência em uma edição do Mundial na qual o Brasil não conquistou o título.

A disputa envolve também os símbolos nacionais?

Teixeira afirmou que um dos aspectos mais relevantes da última Copa foi justamente a reaproximação da população com símbolos tradicionalmente associados à seleção brasileira. Segundo ele, pela primeira vez em vários anos, o verde e amarelo voltou a ser utilizado predominantemente como expressão de apoio ao futebol, e não como marca de posicionamento político.

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“Fiquei muito feliz porque, nessa Copa, pela primeira vez em muito tempo, o verde e amarelo foi assimilado por todo mundo como uma questão de torcida, e não como uma questão ideológica.”

Na avaliação do cientista político, as publicações feitas após a eliminação tentam restabelecer a associação entre símbolos nacionais e disputas partidárias.

A campanha tende a incorporar episódios esportivos?

Para Teixeira, existe um movimento crescente de transformar praticamente qualquer fato de grande repercussão em combustível para o debate eleitoral. “Estão tentando dar para o país um tipo de opinião em qualquer situação como se tudo refletisse o processo eleitoral, o que não é verdade.”

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Segundo ele, o futebol deveria funcionar como um elemento de integração nacional, capaz de reunir diferentes segmentos da sociedade independentemente das preferências políticas.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

 

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