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Como as restrições impostas por Moraes a Bolsonaro atingem Michelle

Rigidez é tamanha que a ex-primeira-dama teve de terminar uma sessão de fisioterapia na rua

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 jul 2026, 11h30
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Em março, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, estabeleceu um conjunto rígido de regras de monitoramento, rotinas e limitações para a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre as restrições, Bolsonaro ficou proibido de usar celular ou qualquer outro meio de comunicação. Em todas as visitas autorizadas, os aparelhos eletrônicos são entregues a policiais na entrada da casa.

As polêmicas de Jair Bolsonaro na prisão domiciliar

Além de visitas dos filhos, o ex-presidente foi autorizado a ter encontros com advogados e médicos. Um dos profissionais credenciados  foi um fisioterapeuta, com três sessões por semana, pelo prazo máximo de uma hora.

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Há três semanas, o fisioterapeuta que atendeu Bolsonaro terminou a sessão antes do horário estipulado pelo Supremo. No tempo que restava, ele passou a cuidar da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que reclamava de dores intensas no tendão.

No meio da consulta, os policiais que vigiam a casa de Bolsonaro alertaram que o horário estabelecido por Alexandre de Moraes havia acabado e que o fisioterapeuta teria de se retirar da casa.

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Michelle contou a auxiliares que o fisioterapeuta, apesar das ponderações,  foi obrigado a se retirar da residência assim que recebeu o alerta dos policiais. Resultado: a sessão teve de continuar do lado de fora da residência — situação, no mínimo, constrangedora.

Esse, de acordo com a ex-primeira-dama, é apenas um pequeno exemplo das privações que ela afirma enfrentar por causa da situação do marido.

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Michelle se diz ‘esgotada’ com tudo o que está acontecendo. Ela observou que não pode nem contratar pessoas para ajudar no acompanhamento do ex-presidente, o que a deixa sobrecarregada, tendo de administrar os afazeres domésticos, cuidar da saúde do marido e ainda tratar das questões políticas.

A ex-primeira-dama pretende disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. Recentemente, ela  afastou do comando do PL Mulher, após uma discussão pública com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência  da República.

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