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Comissão de Ética recomendou demissão de Jucá em 2005

Ainda no primeiro mandato de Lula, quando a Comissão de Ética Pública da Presidência da República funcionava a plenos pulmões, o então ministro da Previdência Romero Jucá teve de se explicar por três vezes sobre a relação de bens dele e de seus familiares e sobre o rosário de denúncias que pairavam contra ele. Em meados de 2005, foi bombardeado com questionamentos de conselheiros, como “se ele entendia possível cumprir sua missão como ministro da Previdência, dada a extensão das denúncias contra sua pessoa” e se considerava ter “força moral” para coordenar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na época, uma das suspeitas contra Jucá era de fornecer fazendas inexistentes como garantia para conseguir um empréstimo de 3,5 milhões de reais junto ao Banco da Amazônia (Basa). Atual ministro do Planejamento do governo interino de Michel Temer, Jucá apareceu hoje, em reportagem da Folha de S. Paulo, em conversa em que sugere ao ex-presidente da Transpetro Sergio Machado um “pacto” para travar as investigações da Operação Lava Jato. O ministro é alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de integrar a quadrilha do petrolão, pedir propinas, disfarçadas de doações eleitorais, em obras da usina nuclear de Angra 3, aparece em trocas de mensagens com empreiteiros da OAS como responsável por possíveis emendas em uma medida provisória de interesse do grupo e ainda é alvo de inquérito na Operação Zelotes, onde é citado como o destinatário de parte de uma propina de 45 milhões de reais para defender interesses de montadoras de veículos. (Laryssa Borges, de Brasília)