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Comissão de Ética da Presidência não investigará Palocci

Órgão decidiu, nesta segunda, que o crescimento patrimonial acelerado do ministro não justifica a abertura de sindicância. Oposição quer depoimento

Por Gabriel Castro 16 Maio 2011, 14h50

A Comissão de Ética Pública da Presidência não vai investigar a acusação de que o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, multiplicou seu patrimônio de forma suspeita nos últimos anos. Em reunião na manhã desta segunda, o grupo avaliou que o caso não merece uma sindicância.

O ministro, que recebeu cerca de 1 milhão de reais em salários nos últimos quatro anos, enquanto esteve na Câmara dos Deputados, adquiriu no período dois apartamentos que, juntos, somam 7,4 milhões de reais. Em 2006, o então candidato a deputado declarou à Justiça Eleitoral que seus bens somavam 375 mil reais. O aumento foi de aproximadamente 20 vezes.

Os imóveis teriam sido comprados pela empresa Projeto, de propriedade de Palocci. A companhia, que inicialmente se dedicava a consultorias, mudou de ramo e, pelo menos oficialmente, atua na venda de imóveis.

O crescimento suspeito do patrimônio de Palocci foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo neste domingo.

O líder do DEM na Câmara, ACM Neto, afirmou neste fim de semana que vai pedir que Palocci seja convocado para explicar o crescimento patrimonial à casa.

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