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Com novo bloqueio nas contas, Rio deixa de pagar salários

Protesto de trabalhadores é esperado para esta terça-feira em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj)

Na véspera do início das votações do pacote de austeridade proposto pelo governo do Rio, um novo bloqueio nas contas do Estado impediu o pagamento da última parcela dos salários dos servidores de outubro, correspondente a 65 milhões de reais. O arresto, de 302 milhões de reais, ocorreu por causa do não pagamento de dívida com a União.

O bloqueio traz mais pressão para a votação das medidas. Um novo protesto dos trabalhadores é esperado para esta terça-feira em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A expectativa é que o acerto do remanescente de outubro seja feito nesta semana, conforme entrarem recursos de arrecadação nas contas do Estado.

Até a última sexta-feira, o Rio quitou a folha salarial para 98,1% dos servidores, informou a Secretaria de Estado de Fazenda. O valor pago representou 96,7% do total da folha líquida de outubro, de 2,1 bilhões de reais.

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Em declarações à imprensa nesta segunda-feira, o secretário de Fazenda do Rio, Gustavo Barbosa, não deu previsão para o início do pagamento dos vencimentos de novembro e dezembro nem do 13º salário. “Hoje nossa busca é liquidar os meses de outubro e novembro. Ainda tem dezembro. O Estado está em uma situação crítica”, disse.

Ele afirmou que a arrecadação não é suficiente para pagar as despesas. Segundo Barbosa, 2017 será um ano mais duro que 2016. “Temos uma arrecadação que não se recupera e uma despesa que se mantém crescente. Independentemente do que o Estado faça, a gente enxerga um ano mais duro, por isso apresentamos as medidas para minimizar essa evolução do déficit financeiro.” O secretário reafirmou que, caso nada seja feito, haverá evolução de déficit, “que chega na casa dos 50 bilhões de reais em 2018”. Neste ano, ficará em 17,5 bilhões de reais.

Uma sessão extraordinária nesta terça na Alerj marcará o início das votações do pacote de austeridade. Dos 22 projetos originais, sobraram treze. Os deputados propuseram 722 emendas. As medidas planejadas pela equipe do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) resultariam no saldo positivo de 27,8 bilhões de reais nas contas de 2017 e 2018, mas ficou pelo menos 12 bilhões de reais menor. A votação vai até o dia 15 de dezembro.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Se o Rio fosse governado pelo pastor Silas isso não aconteceria. Nós temos que votar nos pastores para eles comandarem o Brasil e expulsar os petista.

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