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Com Haddad rejeitado por 47%, Tarcísio abre 16 pontos no segundo turno, diz Datafolha

Atual governador aparece com 53% das intenções de voto contra 37% do petista; cenário repete a polarização que definiu a disputa em 2022

Por João Nogueira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 jul 2026, 10h13 | Atualizado em 5 jul 2026, 12h08
Com Haddad rejeitado por 47%, Tarcísio abre 16 pontos no segundo turno, diz Datafolha Priorizar nos meus resultados Google

Os dados da pesquisa Datafolha divulgados neste domingo, 5, para o Governo de São Paulo indicam que, em um eventual segundo turno da corrida eleitoral, o candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) venceria o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

Tarcísio aparece com 53% das intenções de voto, enquanto o pré-candidato petista registra 37% da preferência direta do eleitorado. Brancos, nulos ou nenhum somam 8%, e os que não sabem responder representam 2% dos entrevistados. Em comparação à última consulta oficial realizada em março deste ano, o candidato do Republicanos teve ligeira oscilação positiva de 52% para 53%, enquanto Haddad manteve exatamente o mesmo percentual anterior.

A estabilidade apontada pelo novo levantamento para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes revela a dificuldade que a campanha do Partido dos Trabalhadores terá de enfrentar nos próximos meses para reverter este cenário de derrota em São Paulo. Se a equipe de Haddad pretende melhorar a performance nos próximas pesquisas terá que encontrar formas de diminuir a alta resistência a seu nome. De acordo com o Datafolha, o candidato é rejeitado por 47% dos eleitores paulistas, que afirmam que nunca o escolheriam nas urnas. Por outro lado, Tarcísio apresenta um índice bem menor: 29% dos entrevistados declaram que não votariam no atual governador de forma alguma.

Caso a eleição no estado não seja resolvida no primeiro turno em outubro, um segundo encontro entre os dois oponentes nas urnas seria uma repetição do que já ocorreu em 2022, quando o aliado de Jair Bolsonaro venceu com 55,27%, escolhido por 13,4 milhões de eleitores paulistas. Já Haddad obteve 44,73% dos votos válidos, o que representou 10,9 milhões de apoiantes naquele momento. Na ocasião, o petista cresceu de 36% para quase 45%, de uma consulta para outra. Especialistas avaliam que, apesar da derrota nas urnas, a performance do ex-ministro foi crucial para ajudar o presidente Lula a vencer o pleito nacional daquele ano.

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