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Com anistia e evangélicos, Caiado invade terreno de Flávio e tensiona disputa na direita

Pré-candidato do PSD enfrenta dilema entre moderação e radicalização diante do filho de Bolsonaro

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 abr 2026, 19h00
Com anistia e evangélicos, Caiado invade terreno de Flávio e tensiona disputa na direita Priorize VEJA no Google

A entrada de Ronaldo Caiado na corrida presidencial de 2026 adiciona um novo fator de tensão à disputa no campo da direita. Lançado pelo PSD como alternativa à polarização, o governador goiano sinalizou, logo na largada, uma estratégia que dialoga diretamente com o eleitorado bolsonarista — e pode embaralhar o cenário para Flávio Bolsonaro (este texto é um resumo do vídeo acima).

No programa Os Três Poderes, os colunistas Robson Bonin, Mauro Paulino e a editora Laryssa Borges analisaram os primeiros movimentos do pré-candidato e os desafios de se posicionar entre moderação e radicalismo.

Caiado quer romper a polarização ou ocupá-la?

Apesar de se apresentar como alguém capaz de “desativar” a polarização, Caiado adotou um discurso alinhado a uma das principais bandeiras do bolsonarismo: a anistia aos envolvidos na trama golpista.

“Meu primeiro ato vai ser exatamente a anistia ampla, geral e irrestrita”, afirmou o pré-candidato.

Para Paulino, a estratégia coloca o candidato em uma “estrada muito paralela” à de Flávio, dificultando a diferenciação entre os dois nomes.

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O PSD aposta em um plano B para a direita?

Segundo Bonin, a movimentação de Caiado também reflete uma aposta interna do PSD: ocupar espaço caso a candidatura de Flávio seja enfraquecida por desgastes políticos.

A legenda trabalha com o cenário de que investigações e escândalos possam atingir o senador, abrindo caminho para um nome alternativo. Nesse contexto, Caiado se apresenta como alguém com experiência administrativa e discurso firme na segurança pública.

Como diferenciar Caiado de Flávio?

O maior desafio do pré-candidato é justamente construir uma identidade própria sem perder o eleitorado conservador. Para Laryssa, esse equilíbrio será determinante.

“O dilema é que ele não pode ser só uma caixa de ressonância do Flávio”, afirmou.

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Se não conseguir se diferenciar, a tendência é que o eleitor opte pelo nome mais conhecido — o que favoreceria o filho do ex-presidente.

O apoio evangélico muda o jogo?

Caiado também avançou sobre um dos segmentos mais estratégicos da eleição: o eleitorado evangélico. O apoio do bispo Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus Madureira, sinaliza uma tentativa clara de disputar esse campo com o bolsonarismo.

Para Paulino, trata-se de um movimento direto sobre uma base consolidada. “Esse público vota preferencialmente em Flávio Bolsonaro”, disse.

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Com cerca de 30% do eleitorado, os evangélicos se tornaram um dos principais focos das campanhas.

Flávio consegue sustentar duas versões?

Enquanto enfrenta a concorrência interna, Flávio tenta recalibrar sua imagem. No Brasil, busca adotar um tom mais moderado; no exterior, mantém discursos mais duros.

Segundo Laryssa, há uma contradição evidente nessa estratégia. “Existe um abismo entre o marketing de ‘Bolsonaro 2.0 moderado’ e o que ele fala para a bolha”, afirmou.

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Bonin acrescenta que o senador carrega o peso do legado do pai, o que dificulta qualquer tentativa de reposicionamento. “Ninguém vai esquecer a ‘bola de ferro’ que ele arrasta”, disse.

A direita pode se fragmentar?

A disputa entre Caiado e Flávio expõe o risco de fragmentação no campo conservador. Para Paulino, a tentativa de moderação do senador pode inclusive abrir espaço para que o governador avance sobre sua base.

Se Flávio suavizar o discurso, pode perder eleitores mais radicais. Se mantiver a linha dura, dificulta a ampliação para o centro. Nesse cenário, Caiado surge como um concorrente direto — e imprevisível.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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