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Com alto índice de rejeição, Agnelo se diz vítima de perseguição após votar

Em uma lógica confusa, o governador petista relacionou a má avaliação de seu governo pelo fato de ter levado muitos avanços ao Distrito Federal

Por Marcela Mattos 5 out 2014, 13h05

O governador do Distrito Federal e candidato à reeleição Agnelo Queiroz (PT) tentou minimizar o altíssimo índice de rejeição – 49% dos eleitores afirmam que não votariam nele – após votar na manhã deste domingo, em uma escola na Asa Sul, em Brasília. Em uma lógica confusa, o governador petista relacionou a má avaliação de seu governo pelo fato de ter levado muitos avanços à capital do país. O petista ainda se disse vítima de perseguição e questionou os resultados das pesquisas eleitorais.

“A rejeição é muito grande por causa da perseguição que eu sofri desde o primeiro dia de governo. É uma coisa insidiosa de atacar uma administração e só mostrar o que é negativo o tempo inteiro. O povo não vai votar por conta da imprensa. Vai votar pela realização”, afirmou. E seguiu listando os números de seu governo: “Tem de ter alguma explicação. Um governo realizador como este, que tem o menor índice de rejeição da história, o menor desemprego, uma cidade limpa e cuidada. Um governo que nunca teve 5.300 obras, que é três vezes mais do que qualquer governo”, continuou, trazendo dados inflados sobre sua gestão – na quantidade de obras listadas pelo candidato há até a construção de alambrados e plantio de gramas.

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Mesmo com uma robusta máquina partidária, com o maior tempo de propaganda na televisão e no rádio e com mais dinheiro para fazer campanha, Agnelo patina nas pesquisas de intenção de voto na terceira colocação e corre o risco de não avançar para o segundo turno – está três pontos atrás de Jofran Frejat (PR), com 23%. Lidera no DF o candidato do PSB Rodrigo Rollemberg, até 2010 aliado de Agnelo, com 40% das intenções. Para o atual governador, as pesquisas não são confiáveis. “O que existe de manipulação de pesquisas é um escândalo. Hoje é o dia da verdadeira pesquisa. Tenho confiança absoluta de estar no segundo turno”, afirmou.

Agnelo votou no final desta manhã em um colégio bastante vazio. Ao chegar, o governador cumprimentou e abraçou alguns poucos eleitores que estavam no local. Muitos fugiram de cruzar com o petista. Agnelo estava acompanhado pela esposa, pela mãe, pelo candidato a deputado federal Policarpo e pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que acompanhou o candidato a pedido da presidente Dilma Rousseff. Sem esconder a preocupação com o cenário nacional, Carvalho passou toda a coletiva de Agnelo sussurrando com Policarpo a disputa entre Dilma e Marina.

Questionado pelo site VEJA, o ministro afirmou que Marina “teve o papel de politizar a campanha deste ano”. “Ela trouxe temas importantes, como a autonomia do Banco Central e dos direitos trabalhistas. Nós estamos mais habituados a fazer uma campanha contra o PSDB. Contra Marina, não”, disse, ressaltando que acredita que o tucano Aécio Neves será o adversário de Dilma no segundo turno.

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