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Com a prisão de marqueteiro, oposição retoma convocação por manifestações pró-impeachment

Deputados da oposição decidiram criar um comitê nacional para divulgar a necessidade de afastamento da presidente Dilma Rousseff

Por Da Redação 23 fev 2016, 13h44

A manifestação a favor do impeachment de Dilma Rousseff, marcada para o dia 13 de março, ganhou força com a prisão do marqueteiro petista João Santana. Nesta terça-feira, um dia após a 23ª fase da Operação Lava Jato, deputados oposicionistas decidiram criar um comitê nacional para propagar a necessidade do afastamento de Dilma. A ideia é reunir políticos, movimentos sociais, sindicais e representantes da sociedade civil e levar um número maior de pessoas às ruas.

O objetivo é que o comitê pró-impeachment seja formalizado nos próximos dias – tendo, inclusive, um CNPJ – e passe a seguir um calendário específico de reuniões e viagens pelo país. Os organizadores farão bótons, camisetas, bandeiras e adesivos que defenderão a derrubada da petista. Os custos serão cobertos com doações.

Fazem parte do movimento deputados de partidos de oposição – PSDB, DEM, PPS, SD -, além do PSB, que é considerado independente, e do PMDB, que, apesar de ser aliado ao Planalto, é formado por parlamentares anti-Dilma.

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A iniciativa foi formalizada um dia após a decretação da prisão de João Santana. A Lava Jato apura os repasses – ao todo, de 7,5 milhões de dólares – feitos ao marqueteiro no exterior pela Odebrecht e pelo lobista Zwi Skornicki, representante comercial no Brasil do estaleiro Keppel Fels. “Não há duvidas de que a prisão dá gás ao impeachment. Ele é o principal conselheiro da presidente. Então, é preciso que ele, a Dilma e o PT digam porque o dinheiro de propina do petrolão foi parar nas suas contas”, afirmou o líder do PSDB, Antônio Imbassahy (BA).

“A população não deseja mais ver a presidente Dilma governando depois de cometer um estelionato eleitoral. O país todo apoia a Operação Lava Jato, não só pelos resultados, que mostram que o governo perdeu autoridade, mas também com a prova de que eles aprimoraram e sofisticaram um esquema de corrupção também fora do país”, disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR). O líder da oposição, Pauderney Avelino (DEM-AM), acrescenta que a Lava Jato “chegou ao Palácio do Planalto nas campanhas da presidente Dilma”.

Em um primeiro ato do grupo suprapartidário, parlamentares vão ler em plenário, nesta terça, um manifesto que critica o governo e traz argumentos para o impeachment de Dilma. Deputados ainda vão se reunir à tarde com senadores de oposição e solicitar um encontro com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, para pedir celeridade na análise dos embargos contra a decisão adotada pela corte sobre o rito do impeachment.

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