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Colado a Paulinho da Força, Aécio faz campanha em chão de fábrica

Incursão do tucano em tradicional reduto petista se deu pelas mãos da Força Sindical - horas antes de evento de Dilma com dirigentes de centrais sindicais

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, fez nesta quinta-feira ato de campanha em território tradicional do PT – o chão de fábrica. A incursão do tucano em terreno sindical se deu pelas mãos do deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), principal liderança da Força Sindical, entidade que apoia Aécio. O sindicalista abriu o evento discursando em carro de som. Na sequência, o presidenciável apresentou-se aos trabalhadores em ato que se transformou em um minicomício na porta da Voith, no Alto do Pico do Jaraguá, na Zona Norte da capital paulista.

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Aécio chegou às 6h30 ao local e foi recebido por trabalhadores que deixavam o turno da noite e pelos que davam início ao da manhã. Do alto do carro de som o tucano falou sobre inflação, correção da tabela do imposto de renda e comprometeu-se a, se eleito, dialogar com o setor. Ao terminar o discurso, posicionou-se em frente ao portão da fábrica e, ao cumprimentar os trabalhadores, foi erguido nos ombros por metalúrgicos e militantes do PSDB e do Solidariedade. “Eu me surpreendi por Aécio ser tão reconhecido entre os peões. Ainda mais porque a propaganda eleitoral na TV ainda nem começou”, afirmou o deputado Paulinho da Força. “Atualmente há uma onda nas fábricas, nas indústrias: quem ainda vota no PT tem vergonha de falar”, disse Paulinho.

Aécio aproveitou para criticar a presidente Dilma Rousseff. Disse que, ao contrário dele, Dilma “não sai às ruas, não olha o trabalhador nos olhos, não fala sem discurso pronto”. “Esse governo perdeu a capacidade de sinalizar para a retomada do crescimento no Brasil. O governo não inspira confiança, e sem confiança não há investimento. Viemos hoje selar um pacto com a classe trabalhadora”, afirmou o tucano. O evento se deu justamente horas antes do encontro que a presidente Dilma Rousseff terá mais tarde em São Paulo com dirigentes de centrais sindicais que irão declarar apoio à candidatura dela, inclusive parte da própria Força.

O presidenciável estava novamente acompanhado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, do ex-governador do Estado, José Serra, que integra a chapa tucana como candidato ao Senado, e do senador Aloysio Nunes Ferreira, candidato a vice na chapa de Aécio. Aplaudido pelos trabalhadores assim que começou a discursar, Alckmin frisou que Aécio é o seu candidato ao Planalto.

Aécio ainda comentou a reação exaltada da presidente Dilma ao tentar explicar na tarde de quarta-feira a ligação de servidores do Planalto com a farsa na CPI da Petrobras, revelada por VEJA. “O governo perdeu a capacidade de agir. É um governo perplexo, é um governo que está à beira de um ataque de nervos, como nós vimos ontem, em Brasília”, disse.