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CNJ nega recurso para afastar juiz que mandou prender Garotinho

Ex-governador do Rio queria punição a Glaucenir Silva de Oliveira, que autorizou transferência para unidade de saúde em penitenciária

O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) negou, nesta terça-feira, um recurso do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, que pedia o afastamento do juiz eleitoral Glaucenir Silva de Oliveira de suas funções. O juiz mandou prender Garotinho em diferentes ocasiões.

No caso julgado, Garotinho queria a punição do juiz por ter determinado, em 2016, a transferência do ex-governador de um hospital público no Centro do Rio de Janeiro para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Complexo Penitenciário de Gericinó, no subúrbio carioca.

Segundo Garotinho, o magistrado ignorou laudos sobre seu quadro de saúde e teria ameaçado médicos de prisão caso ele não fosse transferido. Ele também acusou o juiz de ser amigo pessoal de um adversário político. Pela terceira vez consecutiva, após sucessivos recursos, o CNJ negou qualquer punição ao juiz, por entender que ele não incorreu em nenhum desvio de conduta ou falta funcional.