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Cleitinho contradiz Republicanos e afirma que mantém candidatura ao governo de Minas

Senador concedeu entrevista coletiva na noite desta quarta-feira, 29, ao lado de sua equipe e explicou que não foi à convenção do partido porque estava de luto

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jul 2026, 20h49 | Atualizado em 29 jul 2026, 22h17
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirmou na noite desta quarta-feira, 29, que será candidato ao governo de Minas Gerais, contradizendo uma nota do partido que foi divulgada na manhã de hoje, em concordância entre os comandos estadual e nacional da sigla.

“Quero começar dizendo que eu sou candidato a governador, junto com [o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo] Falcão [também do Republicanos] como vice”, começou o parlamentar. “Desde o ano passado, tive a humildade de falar que, se eu estivesse até perto de começar a eleição liderando as pesquisas, eu seria candidato (…). Saiu uma última pesquisa agora, faltando dez semanas para a eleição, que mostra com 40% [das intenções de votos]. Não sou só eu que quero [essa candidatura], é o povo mineiro que quer. E a voz do povo é a voz de Deus”, declarou.

A nota do Republicanos, divulgada na manhã desta quarta, apontava que o partido não daria mais legenda para Cleitinho se candidatar porque ele não compareceu à convenção eleitoral no último sábado, 25. Sobre isso, o senador afirmou que já havia comunicado que não conseguiria comparecer porque estava de luto pelo seu irmão mais novo, Matheus Augusto Azevedo, 34, que morreu após complicações de um câncer no dia 18 de julho. A convenção ocorreu exatamente uma semana depois.

“Eu ainda estou de luto. Tem uma semana que eu o enterrei. Como eu vou lançar uma candidatura estando de luto pelo meu irmão? Que clima eu tenho para fazer uma coisa dessas? A convenção foi no sábado agora. E falei para o pessoal do partido: gente, eu não vou conseguir dar conta de ir à convenção. Eu não tenho ainda cabeça e energia para lançar uma candidatura agora. No dia da convenção, fazia exatamente uma semana [que ele havia morrido]”, explicou o senador.

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Segundo Cleitinho, além da dor da perda, o peso enfrentado neste momento é ainda maior porque muitos outros familiares, inclusive o seu pai, também faleceram por causa da mesma doença. “A minha família tem um trauma pela questão do câncer. Minha família inteira, meus parentes todos, inclusive o meu pai, morreram de câncer. Em janeiro, o meu irmão, novamente, teve leucemia. Há 18 anos, eu doei a medula para ele. De janeiro a março, ele ficou mais de 40 dias internado, foi até para UTI. Eu disse para a minha família que enquanto Matheus não estivesse bem, eu não iria lançar a minha candidatura. O meu irmão foi para o hospital, fazer um transplante, e eu pensei: ‘após passar a Copa do Mundo, vou anunciar a minha candidatura’, mas, infelizmente, a situação dele se agravou”, disse Cleitinho.

A final da Copa do Mundo ocorreu no dia seguinte à morte de Matheus Azevedo.

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O senador, que tem liderado com folga todas as pesquisas eleitorais para o governo de Minas Gerais há um ano, disse ainda que tentará sensibilizar o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, nesta quinta-feira, 30, para que consiga disputar o pleito nas urnas em outubro.

“Eu mandei uma mensagem para o presidente. Que fique registrado aqui o meu respeito e minha admiração pelo presidente Marcos Pereira. Falei no domingo, depois da convenção, dizendo que eu serei candidato a governador, e a gente ficou de conversar nesta semana (…). Não sei o que mudou de ontem para hoje (…). Não consegui encontrá-lo hoje porque estou em Minas e ele está em São Paulo. Agora, vou tentar conversar com ele amanhã de todo jeito para poder tocar o coração dele e oficializar a minha candidatura”, disse.

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“Se essa minha questão pessoal incomodou o partido, eu peço desculpas (…). Qual o partido, seja de esquerda ou de direita, que vai querer perder um candidato como eu, que tá liderando pesquisas com 40% de intenção de votos? Eu acredito que o partido não vai querer me perder”, completou Cleitinho Azevedo.

Como exemplo de sua posição de luto, o senador também disse que, desde a morte do irmão, não publicou nenhum novo conteúdo nas redes sociais. No X, antigo Twitter, sua última postagem havia sido do dia 16 de julho. “Eu fiquei sem atitude, sem ação, estava apenas dentro de casa, quieto, não dava conta de fazer nada”.

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