Cientista político analisa resultado do novo Paraná Pesquisas sobre disputa pelo governo do Rio
No Ponto de Vista, Rubens Figueiredo aponta os fatores que ampliam favoritismo do ex-prefeito na disputa pelo governo fluminense
Eduardo Paes aparece em posição amplamente favorável na corrida pelo governo do Rio de Janeiro e reúne condições para vencer a eleição já no primeiro turno, segundo análise do cientista político Rubens Figueiredo no Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol. Para o especialista, a combinação entre a força eleitoral do ex-prefeito, a fragilidade de seus adversários e uma espécie de “ecumenismo” político em torno de seu nome ajuda a explicar a vantagem registrada pelo Paraná Pesquisas (este texto é um resumo do vídeo acima).
No levantamento divulgado nesta sexta, 31, Paes aparece com 48,6% das intenções de voto no primeiro turno. Douglas Ruas, do PL, tem 11,1%, praticamente empatado com o ex-governador Anthony Garotinho, do Republicanos, que registra 11%. André Marinho (Novo) aparece com 3,4%. Em uma eventual disputa de segundo turno entre Paes e Ruas, a distância aumenta: são 60,1% para o ex-prefeito contra 24,3% para o candidato do PL.
Por que Paes pode liquidar a disputa no primeiro turno?
Ao analisar os números, Figueiredo destacou que o percentual alcançado por Paes já o coloca em situação particularmente confortável quando são considerados apenas os votos válidos. “Hoje, pelos números que vocês apontaram, ele já ganharia. ”
Na avaliação do cientista político, porém, a vantagem não decorre apenas do desempenho individual de Paes. Um elemento decisivo é a ausência, até agora, de uma candidatura adversária capaz de equilibrar a corrida.
Como a falta de um adversário competitivo favorece Paes?
Para Figueiredo, o quadro político fluminense abriu espaço para que Paes concentrasse apoios enquanto seus adversários permanecem distantes nas pesquisas. É nesse contexto que o cientista político identifica o que chamou de “ecumenismo” eleitoral. Essa capacidade de reunir apoios provenientes de diferentes campos amplia a vantagem do candidato e dificulta a consolidação de um polo competitivo de oposição.
Figueiredo também relacionou o desempenho ao capital político acumulado por Paes em suas passagens pela Prefeitura do Rio. Segundo o cientista político, trata-se de um nome identificado com o estado e que deixou o governo municipal com avaliação favorável.
Qual é o peso do apoio de Lula?
Outro componente destacado por Figueiredo é a aproximação de Paes com o presidente Lula. Na avaliação do analista, o ex-prefeito consegue ocupar uma posição peculiar porque recebe apoio político para além das fronteiras de seu próprio partido.
Essa combinação entre força própria, alianças amplas e ausência de um rival que consiga concentrar o eleitorado de oposição sustenta o prognóstico feito pelo cientista político.
A eleição pode terminar já na primeira rodada?
Para Figueiredo, os números apresentados pelo Paraná Pesquisas permitem considerar concretamente essa possibilidade. O cientista político evitou tratar o resultado como definido, mas afirmou que o atual cenário torna uma vitória antecipada bastante plausível.
Na leitura do cientista político, portanto, a principal característica da disputa fluminense neste momento não é apenas a liderança de Paes, mas a dificuldade dos demais candidatos de construir uma alternativa capaz de ameaçá-la.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







