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Cid Gomes sugere a Dilma que se desfilie do PT

Por Da Redação - 5 jan 2016, 09h04

Conhecido por suas declarações controversas, o ex-ministro da Educação Cid Gomes, que estava afastado dos holofotes desde que foi destituído do cargo, voltou a polemizar ao sugerir que a presidente Dilma Rousseff deveria se desfiliar do PT para reverter os seus baixos índices de popularidade. “Como é que poderia neutralizar esse antagonismo? Se ela se desfiliar do PT e assumir compromisso público de não participar de campanha à sua sucessão, deixar que as coisas aconteçam no meio da política, poderia desarmar um pouco o PSDB e a sua posição mais radical, golpista”, disse o ex-governador do Ceará em entrevista ao jornal Diário do Nordeste, publicada nesta terça-feira. Antes aliado de primeira hora da presidente, o ex-ministro afirmou que, apesar de considerá-la uma “pessoa séria” e “bem intecionada”, Dilma chegou “no fundo do poço” e “escapou por um triz de ser afastada do governo, com o impeachment consagrado”. “Se eu tivesse lá e chegasse no fundo do poço, iria procurar recompor minha biografia. Tudo o que um político sério deseja é a sua memória”, disse. Em março de 2015, Cid foi demitido do ministério, que comandou por apenas 3 meses, após comprar briga com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Convocado a se explicar na Casa pela frase de que haviam de “300 a 400 [deputados] achacadores”, ele subiu na tribuna, reafirmou a declaração e, apontando para Eduardo Cunha, disparou: “Eu fui acusado de ser mal educado. O ministro da Educação é mal educado. Eu prefiro ser acusado por ele do que ser como ele, acusado de achaque”.

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