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Cerveró é transferido para carceragem da PF por motivos de segurança

Ex-dirigente da área internacional da Petrobras assinou acordo de delação premiada no dia 18 de novembro; nos depoimentos, ele deve fornecer informações sobre a desastrosa compra da refinaria de Pasadena

Por Da Redação 26 nov 2015, 13h06

O ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, no final da tarde desta quarta-feira, por motivos de segurança. Cerveró estava custodiado no Complexo Médico-Penal de Pinhais, nos arredores da capital paranaense.

O ex-diretor, condenado a mais de dezoito anos de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro, firmou acordo de delação premiada no último dia 18 com a Procuradoria-Geral da República – a informação só foi divulgada ontem. O conteúdo da delação de Cerveró, que dá detalhes sobre desastrosa compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, pode ser explosivo para o governo. Isso porque pode envolver no caso a presidente Dilma Rousseff, que era presidente do Conselho da estatal na época, e o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que o indicou ao cargo na estatal. Ex-líder do governo no Senado, Delcídio foi preso nesta quarta-feira acusado de atrapalhar as investigações da Lava Jato ao tentar comprar o silêncio de Cerveró e planejar a sua fuga do país.

Em sua edição desta semana, VEJA revelou que, ao negociar seu acordo de delação, Cerveró apresentou detalhes de transações em que houve “prejuízo intencional” – uma vez que o verdadeiro propósito era obter dinheiro para a campanha política do PT. E afirmou à força-tarefa que Dilma “o incentivou a acelerar as tratativas de Pasadena”. Na época, como presidente do Conselho, Dilma votou favoravelmente ao negócio. Hoje, ela justifica a decisão, dizendo que foi tomada com base em um parecer tecnicamente e juridicamente falho – apresentado justamente por Cerveró.

Cerveró foi preso pela Polícia Federal em janeiro deste ano. No Complexo Médico-Penal, ele tem a companhia de outros alvos da Lava Jato. Os investigadores acreditam que o ex-diretor poderia sofrer represálias em Pinhais.

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(Com Estadão Conteúdo)

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