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Centrais protestam por mínimo de 580 reais e correção na tabela de IR

Sindicalistas ameaçam entrar na Justiça caso valores não sejam revistos

Por Da Redação 18 jan 2011, 10h12

Seis centrais sindicais – CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB e CTB – fazem protestos em várias cidades do país, nesta terça-feira, pelo aumento do salário mínimo para 580 reais e pela correção da tabela de Imposto de Renda. Em São Paulo, as manifestações tiveram início às 10h30, no vão livre do Masp, e seguem até o prédio do Tribunal Regional Federal (TRF), também na Avenida Paulista.

Os protestos acontecem depois que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, na última semana, o valor de 545 reais para o mínimo a partir de 1º de fevereiro. A proposta do governo deixa o valor no limite da correção da inflação. Mesmo assim, os sindicalistas pedem que a tabela de IR seja corrigida pela variação do INPC, porque, segundo eles, milhares de trabalhadores que estavam isentos passarão a pagar IR se não houver correção.

No último dia de 2010, o governo Lula confirmou que a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física – que desde 2007 é corrigida pela meta de inflação, de 4,5% – não teria mudança para o ano-base 2011. Segundo líderes sindicais, as centrais pretendem entrar com ações na Justiça caso o governo não atualize os números, já que a manutenção da tabela de IR representa, de acordo com eles, o confisco de parte dos salários dos trabalhadores.

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