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Cassado pelo Senado, Delcídio diz que foi ‘boi de piranha’

Para o ex-senador que foi cassado por unanimidade, enquanto há provas de que Aécio é culpado, ele teria sido julgado de formar injusta

Por Da Redação Atualizado em 19 out 2017, 22h04 - Publicado em 19 out 2017, 10h29

Cassado por unanimidade no ano passado, o ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) criticou nesta quarta-feira (18) a decisão na qual o Senado autorizou Aécio Neves (PSDB-MG) a retomar o mandato e derrubou o recolhimento noturno que havia sido imposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Para Delcídio, enquanto “há provas de que Aécio é culpado”, ele foi julgado de forma injusta. “Infelizmente, acrobacias jurídicas livraram a cara do Aécio Neves. O caso dele é gravíssimo, envolvendo malas de dinheiro e pedido de empréstimo de 2 milhões de reais a um empresário. No meu caso, nem uma perícia dos áudios foi realizada. Não pude me defender”, disse o senador cassado à Rádio Guaíba, de Porto Alegre.

“Eles quiseram entregar um boi para as piranhas, pois o restante da boiada passaria. Agora com Aécio, não tiveram o mesmo entendimento e acharam que sobraria para todo mundo. Por isso o livraram”, afirmou.

Em 2015, quando era senador pelo PT, Delcídio foi preso em flagrante sob acusação de tentar evitar que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró fizesse delação premiada. O Senado votou pela manutenção da prisão determinada pelo STF e cassou o mandato do ex-petista.

  • Lula

    Às vésperas de iniciar uma caravana por Minas Gerais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que Aécio “plantou ódio e está colhendo tempestade”. Em entrevista à Rádio Super Notícia, de Belo Horizonte, Lula disse que nas campanhas em que saiu derrotado não vendeu “ódio como o Aécio vendeu quando perdeu para a Dilma Rousseff (PT), em 2014″. “Vendi paz e amor”.

    O ex-presidente voltou a afirmar que vai ser candidato novamente ao Palácio do Planalto no ano que vem “só porque não querem”, mas disse que está “nu” diante das investigações das quais é alvo no âmbito da Operação Lava Jato.

    Lula disse ser vítima de um “pacto maquiavélico” entre Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF), Poder Judiciário e a imprensa para tirá-lo da disputa de 2018. O ex-presidente disse estar hoje, politicamente, igual ou melhor do que antes. “Quem está pior é o pessoal da Lava Jato, que contou mentira a meu respeito”, disse. Segundo Lula, o juiz Sergio Moro “está me julgando e está me condenando por coisa que ele próprio diz que eu não fiz”.

    (Com Estadão Conteúdo)

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