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Caso do golpe: Moraes e Dino rejeitam recursos de Bolsonaro e aliados contra condenação

Plenário virtual, que analisará embargos até a próxima sexta, 14, abriu já com o voto desfavorável do relator

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 nov 2025, 11h12 | Atualizado em 7 nov 2025, 12h58
Caso do golpe: Moraes e Dino rejeitam recursos de Bolsonaro e aliados contra condenação Priorize VEJA no Google

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira, 7, pela rejeição dos recursos que o ex-presidente Jair Bolsonaro e os outros réus do núcleo 1 apresentaram na tentativa de reverterem suas condenações na trama golpista. Até o momento, ele foi acompanhado, sem ressalvas, por Flávio Dino. Os recursos de embargos de declaração estão sendo analisados no plenário virtual da Primeira Turma, que foi aberto às 11h desta sexta e permanecerá até a meia-noite da sexta-feira que vem, 14.

Em um voto de 141 páginas, Moraes rejeitou cada um dos argumentos do ex-presidente, votando para que a sua condenação, a 27 anos e três meses, seja integralmente mantida. “Restou amplamente comprovado que os atos antidemocráticos praticados em 8/1/2023 consistiram em mais uma etapa delitiva da organização criminosa armada visando a restrição do exercício dos poderes constitucionais e a tentativa violenta de deposição de governo legitimamente constituído”, argumentou o ministro em um trecho do voto.

Ao longo da argumentação, o magistrado aponta Bolsonaro como líder da conspiração golpista. “Foi demonstrada a autoria delitiva do embargante, tendo exercido a liderança da organização criminosa armada, tendo os apoiadores invadido os edifícios-sede das instituições democráticas destruíram, inutilização e deterioraram patrimônio do Estado Brasileiro, com a propagação da falsa narrativa de fraude eleitoral no ano de 2022”, diz outro ponto do voto.

O plenário virtual permanecerá aberto durante uma semana. Os outros membros da Primeira Turma que ainda não votaram — Cristiano Zanin e Cármen Lúcia — podem tanto acompanhar o voto de Moraes, o que é mais provável, dada a forma como têm votado nos julgamentos do caso do golpe, quanto abrir a divergência. Nas duas hipóteses, os ministros podem tecer suas próprias considerações ou apenas avalizarem o relator, como fez Dino. Luiz Fux, que mudou de Turma, não participará desses julgamentos.

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No caso do núcleo 1, foi aberto um plenário virtual para análise dos embargos de cada um dos réus: Bolsonaro, Walter Braga Netto, Anderson Torres, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira Oliveira e Augusto Heleno. Em todos, o relator votou pela rejeição dos recursos e pela manutenção, na íntegra, das condenações arbitradas pela Primeira Turma. Apenas Mauro Cid não recorreu, pois a condenação dele seguiu o que foi combinado no acordo de colaboração premiada e, nesta semana, ele tirou a tornozeleira eletrônica.

Com o voto de três ministros a favor de Moraes, a Primeira Turma pode formar maioria para manter as condenações do núcleo 1 da trama golpista. A defesa de Bolsonaro já sinalizou que, caso esses primeiros embargos não tenham êxito, pode tentar um novo recurso com o objetivo de levar o caso para análise do plenário, com os onze ministros.

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Leia o voto do ministro relator Alexandre de Moraes rejeitando o recurso de Bolsonaro

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