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Carnaval do protesto mostra que o ano eleitoral será quente

Revolta celebrada na passarela por escolas como Beija-Flor e Tuiuti é um sinal nítido do humor da população: ela está farta

Os enredos de escola de samba do Rio de Janeiro são celebrações épicas de lendas, de figuras do folclore, de acontecimentos históricos. Questões políticas só comparecem raramente, com discrição, como convém a agremiações movidas a dinheiro público, patrocínios e governantes amigos. Pois este ano não foi nada igual àqueles que passaram. Com pouca verba e sem costas quentes, as escolas optaram por temperar a exaltação com a voz rouca das ruas e fizeram do Sambódromo uma caixa de ressonância da insatisfação popular com os governos, os políticos e a corrupção. Com sucesso: as mais revoltadas, Beija-Flor e Paraíso do Tuiuti, ficaram com os primeiros lugares.

Em pleno ano eleitoral, a revolta coreografada e celebrada na passarela é um sinal nítido do humor da população: ela está farta. Nesta edição de VEJA, especialistas em política analisam a explosão de indignação na Sapucaí e antecipam que seu eco vai reverberar nas eleições de outubro. “Se tudo permanecer como está, com políticos acusados de corrupção e protegidos por imunidade, a população chegará para votar ainda mais desesperançada”, diz Carlos Montenegro, presidente do Ibope.

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