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Cármen Lúcia deixa mensaleiros a um voto da condenação

Ministra concluiu que deputados venderam apoio político no governo Lula

A ministra Cármen Lúcia deu o quinto voto pela condenação de deputados e ex-deputados acusados de vender o apoio parlamentar durante o primeiro governo Lula. Na sessão desta quinta-feira do Supremo Tribunal Federal, ela considerou culpados os dez réus de quatro partidos que teriam recebido propina do esquema do mensalão.

Na lista, estão os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), além dos ex-deputados Roberto Jefferson, (PTB), Romeu Queiroz (PTB), Bispo Rodrigues (ex-PL), José Borba (ex-PMDB) e Pedro Corrêa (PP).

Desse grupo, Cármen livrou somente José Borba quando analisou outra acusação: a de lavagem de dinheiro. Por outro lado, a ministra seguiu a colega Rosa Weber e rejeitou todas as acusações de formação de quadrilha neste item da denúncia.

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A ministra, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda aproveitou o seu voto para defender um exercício ético da política – apesar dos maus exemplos evidenciados pelo escândalo em julgamento no Supremo: “Eu não gostaria que, a dez dias da eleição, o jovem brasileiro desacreditasse da política por causa do erro de um ou de outro”, disse ela.

O único réu considerado inocente por Cármen Lúcia foi Antonio Lamas, que ajudou a sacar recursos do esquema de corrupção para o antigo PL.