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Cardozo: farra com aviões da FAB deve ser punida

Sem citar nenhum caso específico, ministro da Justiça diz que episódios de mau uso de aeronave devem ser tratados "rigorosamente"

Por Gabriel Castro, de Brasília 16 jul 2013, 16h10

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta terça-feira que autoridades que fizerem mau uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) devem ser “rigorosamente” punidas. Cardozo lembrou que já existe um decreto regulamentando a utilização dessas aeronaves – a norma veta o uso para fins pessoais – e, sem citar casos concretos, disse que as ilegalidades não podem ser toleradas.

“Quem está atuando de acordo com o decreto está atuando no exercício da sua função. Se existem casos em que as pessoas estão transgredindo, rigorosamente devem responder por isso, porque não se pode permitir ilegalidades ou mau uso de equipamentos ou verbas públicas”, disse Cardozo.

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A declaração foi feita no Senado, onde o ministro esteve para participar de um debate sobre o Arquivo Nacional na Comissão de Educação e Cultura.

Cardozo também elogiou a decisão da FAB de exibir, na internet, informações sobre os voos solicitados por autoridades. A novidade passou a valer nesta segunda-feira. No entanto, as informações disponíveis não detalham os custos dos voos.

Nas últimas semanas, o tema ganhou visibilidade após a revelação de que o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), utilizou um avião da FAB para levar a noiva, parentes e amigos para assistir à final da Copa das Confederações, no Rio de Janeiro. O voo havia decolado de Natal (RN).

Logo após a revelação, foram revelados episódios semelhantes envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves.

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