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Cardozo confia no ‘bom senso’ para encerrar greve da PF

Ministro disse que concorda com liminar deferida do STJ proibindo as operações padrão da PF

Por Da Redação 18 ago 2012, 18h19

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que as negociações para o fim da greve da Polícia Federal (PF) continuam. “As conversas são com o Ministério do Planejamento e elas seguem. Da nossa parte, estamos sempre velando o cumprimento da lei”, disse neste sábado durante visita à Bienal do Livro, em São Paulo, na companhia do candidato à Prefeitura da capital, Fernando Haddad (PT).

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Cardozo disse que a posição do Ministério da Justiça no caso acarretou na liminar deferida na sexta-feira pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibindo as operações padrão da Polícia Federal (PF). “A decisão foi junto com a Advocacia-Geral da União (AGU) e nós também entendemos internamente que aqueles que abusarem do exercício de sua função e poderes que lhes são investidos devem ser punidos”, declarou. “Tenho a convicção de que as lideranças sindicais atenderão a decisão judicial. Confio no bom senso. E, portanto, acho que liberdade de manifestação é livre, mas jamais o abuso das prerrogativas que estão dadas no poder judiciário”, completou.

Mensalão – Questionado sobre o julgamento do mensalão, o ministro disse que está acompanhando o processo, mas que não pode se pronunciar sobre o assunto. “Como ministro da Justiça, não emito minha opinião. Seria uma interferência em outro poder, um equívoco da minha parte, mesmo que eu a tenha”, explicou.

Na visita à 22ª Bienal Internacional do Livro, ao lado de Haddad, Cardozo comprou o livro “Vidas Investigadas: de Sócrates a Nietzsche”, de James Miller.

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