Clique e assine a partir de 9,90/mês

Caravana de Lula: acusar ‘armação’ sem perícia é ilação, diz perita

Policial federal, deputado Eduardo Bolsonaro analisou fotos para acusar petistas de forjarem o ataque à expedição do ex-presidente pelo Sul do país

Por Estadão Conteúdo - 29 mar 2018, 17h55

É impossível afirmar por meio de uma foto se uma perfuração na lataria de um veiculo foi provocada ou não por um disparo de arma de fogo. Quem afirma é a perita criminal Rosângela Monteiro, do Instituto de Criminalística de São Paulo, que atuou em casos como o da menina Isabella Nardoni.

Na manhã desta quarta-feira, 28, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que é policial federal e filho do pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), pôs em dúvida a veracidade do ataque à caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Eduardo Bolsonaro sugeriu, por meio de imagens de supostos disparos em veículo,s que as perfurações nos ônibus petistas eram uma “armação”.

De acordo com a perita criminal, é impossível fazer a afirmação feita pelo deputado sem o exame realizado por um perito no veículo atingido, única coisa que efetivamente pode determinar qual a origem da perfuração. Um perito, segundo ela, vai examinar o local do fato e pode atestar a trajetória do eventual disparo, averiguar se o tiro foi dado de dentro para fora ou de fora para dentro do veículo e ainda verificar o ponto da perfuração para coletar material que indique ou não que ele foi feito por arma de fogo.

Continua após a publicidade

“Há perfurações causadas por ferrugem que são semelhantes a um disparo. Até mesmo a foto feita por um jornalista é diferente daquela da perícia. Por isso qualquer opinião que não seja do perito que esteve no local e examinou o veículo é mera ilação, especulação”, opinou.

Publicidade