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Candidatos à prefeitura carioca aderem à moda praia

As eleições deste ano são uma prova de que mesmo o Rio pode se superar em informalidade

Por Cecília Ritto - 4 set 2016, 11h13

Não usar terno e gravata no Rio de Janeiro faz parte do caldo da informalidade local e é até questão de sobrevivência. No atual inverno, os termômetros chegaram a extrapolar os 30 graus e o carioca fez como sempre faz: despiu-se. A novidade é que os candidatos à prefeitura da cidade estão acompanhando a moda. Segundo observadores da passarela política, o protocolo nunca foi deixado tão de lado.

Recentemente, Alessandro Molon, candidato pela Rede de Marina Silva, cruzou o calçadão de Ipanema, na Zona Sul carioca, de short (isso mesmo), blusa polo e, para ornar, um coco na mão. Esqueça camisas de botão. A vez agora é das camisetas de malha, sem grife. Como não poderia deixar de ser, Marcelo Freixo (PSOL) adora. Índio da Costa (PSD) prefere sempre a versão preta. No debate da TV Bandeirantes, fez uma concessão: usou malha, sim, mas com mangas compridas. Os outros resolveram tirar o pó do blazer para a ocasião. O único que ousou usar gravata foi Flávio Bolsonaro (PSC).

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Vistos sob a ótica nacional, os candidatos à prefeitura carioca destoam até mesmo dos de outras cidades de sol e mar. O atual dono da cadeira, Eduardo Paes (PMDB) é o primeiro a dar o exemplo, tendo aparecido inclusive de calça cargo em evento olímpico em que estava presente a antiga corte federal. Terno, para ele, é a exceção da exceção. Aliás, seu candidato, Pedro Paulo Carvalho, não desgruda de um bem esportivo relógio emborrachado — nem nos programas eleitorais.

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Os figurinos têm chamado a atenção de estilistas que se põem a palpitar. “A roupa aproxima o candidato do eleitor”, avalia a estilista Lenny Niemeyer. “O objetivo dos candidatos é mostrar que são parte de uma nova política, que são diferentes da geração anterior”, diz a consultora de moda Regina Martelli. “É totalmente estratégico”, resume Mimi Coelho, outra consultora do ramo. Todas concordam, porém, que o velho paletó pode conferir credibilidade e respeito, a depender da situação. No Rio, só o dia que o inverno chegar.

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