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Campanha de Haddad deixa rombo de 26 milhões

Prefeito eleito de São Paulo gastou o dobro que Serra; PT assumirá dívida

Por Jean-Philip Struck 29 nov 2012, 16h27

A vitória de Fernando Haddad (PT) deixou uma dívida de 26 milhões de reais, segundo prestação de contas da campanha entregue pelo prefeito eleito de São Paulo e divulgada nesta quinta-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados mostram que, enquanto a arrecadação foi de aproximadamente 42 milhões, a campanha de Haddad gastou 67,9 milhões.

A empresa Polis Propaganda & Marketing Ltda., do publicitário João Santana, recebeu 30 milhões de reais de Haddad. A Polis foi responsável pelos programas televisivos de Haddad, que contaram com o uso de câmeras de alta definição, cujos modelos são normalmente locados por 7 500 reais por dia.

A assessoria de Haddad afirmou que o prejuízo de 26 milhões vai ser assumido pelo PT.

Doações – Cerca de 90% do valor arrecadado pelo petista – 38,1 milhões de reais -, foram repassadas pelos diretórios nacional, estadual e municipal do PT e os comitês de campanha, o que demonstra o empenho do partido em eleger o candidato – e também evidencia o uso da “doação oculta”. Nesse tipo de prática, pessoas ou empresas que não querem ver seu nome relacionado publicamente aos candidatos doam dinheiro para um partido ou comitê. Este, por sua vez, repassa a verba para o candidato. Embora não seja ilegal, a prática dificulta o rastreamento do doador original do dinheiro.

A relação dos poucos doadores identificados de Haddad é dominada por grandes empresas. Aparecem o Banco Itaú, que doou 1 milhão de reais para a campanha, e a empreiteira OAS, que fez duas doações que totalizaram 1 milhão de reais. O grupo Votorantim doou 400 000 reais.

Serra – O candidato José Serra (PSDB), que foi derrotado no segundo turno, conseguiu fechar as contas. De acordo com dados divulgados pelo TSE, Serra arrecadou 33,5 milhões de reais e gastou a mesma soma durante a campanha. Os gastos equivalem a metade daquilo que Haddad desembolsou ao longo da campanha.

À exemplo de Haddad, na campanha de Serra também prevaleceram as doações ocultas. Cerca de 94% dos recursos da campanha vieram de repasses do comitê financeiro municipal do partido.

Entre os maiores doadores identificados também estão o banco Itaú e a Construtora OAS. O banco doou 1 milhão de reais. Já a OAS, doou 750 000 – menos do que repassou para a campanha de Haddad. O Clube Atlético Indiano também aparece, com uma doação de 3 000 reais.

Os gastos na disputa pela prefeitura de SP:

Fernando Haddad (PT)

Gastos: 67,98 milhões

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Arrecadação: 42 milhões

Prejuízo: cerca de 26 milhões

Doações ocultas: 90% do total

José Serra (PSDB)

Gastos: 33,5 milhões

Arrecadação: 33,5 milhões

Prejuízo: nenhum

Doações ocultas: 94% do total

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