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Campanha de Flávio Bolsonaro fala de erros e acertos de Guedes para a Faria Lima

Conselheira econômica do Zero Um, Daniella Marques apresenta orçamento 'base zero' ao mercado e quer cortar R$ 200 bilhões em gastos

Por Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 ago 2026, 09h03
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Responsável pela pauta econômica do programa de Flávio Bolsonaro (PL), a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques aproveitou a má impressão deixada por Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e coordenador do plano de governo de Lula, em seu recente giro pela Faria Lima para lançar ao mercado financeiro a proposta do Zero Um de instituir o “orçamento base zero”, modelo de gestão cultuado no setor privado segundo o qual cada despesa precisa ser justificada ano a ano, não importando os gastos do exercício anterior, ou então ser cortada. Soou como música aos ouvidos dos executivos, que, no entanto, quiseram saber qual a viabilidade do plano econômico do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo um participante de uma dessas reuniões, a administradora reconheceu que Paulo Guedes tocou o então Ministério da Economia “entre erros e acertos”. No lado dos equívocos, ela lembrou os embates que ele teve nos corredores da Câmara e do Senado. “A solução é política”, disse Daniella nos encontros reservados. E apresentou, como trunfo político do presidenciável do PL, o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. O QG eleitoral do Zero Um deposita toda sua fé no tino político e reformista do líder da oposição, a quem caberá, em caso de vitória nas urnas, negociar, já na transição de governo, uma proposta de emenda à Constituição e a aprovação de uma série de projetos de lei autorizando um verdadeiro cavalo de pau administrativo.

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O pacotão legislativo, se transformado em realidade, cortaria 200 bilhões de reais em gastos, autorizaria a venda de ativos “não estratégicos” da União para abater a dívida pública e promoveria um pente-fino nos 600 bilhões de reais ao ano em renúncias tributárias. A conselheira econômica de Flávio Bolsonaro garantiu nas reuniões com o mercado financeiro, no entanto, que o ajuste fiscal não será feito “nas costas dos mais pobres”, poupando os benefícios sociais de “quem mais precisa do Estado”.

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A apresentação aos bambambãs do centro financeiro paulistano tem destrinchado as propostas em cinco pilares: nova governança do Orçamento, ataque à gastança, gestão de ativos da União, choque de gestão — começando pela redução do número de ministérios para pouco mais de vinte — e mobilidade social, atraindo “uma tonelada de investimentos” na economia do país por meio das camadas anteriores e promovendo a capacitação da mão de obra de famílias que hoje dependem de programas sociais para sobreviver.

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